Thursday, December 07, 2006

Shakespeare, Müller e Craveiro



"Macbeth!!!" Simplesmente isto!!Que grande frase! Que texto enorme tenho para decorar nesta cena, em que eu, brilhanhemente represento um assassino., o nº3...
Quer-me parecer que é mesmo isso que devo ser...ou não somos todos???"o que é mais forte os sangue ou a pedra?"...
Ontem veio à baila a conversa sobre olhares inigmáticos...para quem não os conhece...aqui os apresento: Rasputine e Houdini...meu deus...estes olhares arrepiam-me!O do "charlatão/feiticeiro" porque parece ali existir perversidade...acho que é a encarnação do homem do saco com um lobisomem...quanto ao mágico...parece ler-nos os pensamentos só por fotografia...brrrr

Tuesday, December 05, 2006

mosca


zzzz
zzzz
zzzz
fazia a mesquinha mosquinha
com a boquinha
bem fechadinha
zzz
zzz
era irritante
e bem nojentinha
aquela mosquinha com ar de mesquinha
era grande e empertigada
andava atrás dos cães ou da criançada
para trás e para a frente e no meio da marmelada
sempre a zumbir
sempre a irritar
um zum zum frequente
como que a assobiar
um zzz zzz frenético
de quem quer perturbar
a leitura
uma divagação
ou um pôr do sol num barracão
...quem sabe um piquenique com chourição
a bela sardinha a escorrer no pão!
mas aquela mosquinha
que zumbe que se farta
mesquinhamente pousa onde mais dificilmente se acerta
achou-me a fingir que não ligava
ao zum zum ao ouvido
e a mosquinha mesquinha
que mesquinhamente é mosca
levou com um jornal na boca
e a pá nas trombas!!!

Saturday, December 02, 2006

tenho que deixar de ser estúpida!

tenho de deixar de ser estúpida, sim! não vale a pena esperar pelo trabalho que não chega, pelo interesse que não vem, pelo sonho que não resulta! chega de me convencer que depois de um dia à espera que me digam alguma coisa vai chegar um em que o telefone não pára de tocar! chega de parvoíces Rossana! para quê esperares que se lembrem de ti, mesmo que tu te lembres do outros e na maior parte das vezes (cerca de 90%) te digam, ah e tal não posso! que tal dedicares-te à pesca do atum , ou assim? que tal tirares um curso quelquer onde realmente aprendas a fazer alguma coisa? que tal procurares sítios, ires a exposições, e leres os tais livros que se acumulam na prateleira? sim!vou deixar de estar à espera que se faça tarde, para quê realmente faço isso? para acabar o dia e dizer ah que dia de merda em que não fiz nenhum e me doem as costas de ficar aqui na cama a ver tv!!!!!!
talvez seja altura de cortares com todos os que combinam contigo e não aparecem, não dizem nada!!!!! se há coisa que odeio é alguem que combina alguma coisa e não diz nada quando não pode ir! que falta de respeito do caraças, ou entao talvez tu os respeites quando não merecem!!!! estou a sentir-me amorfa, como uma maçã que fica na fruteira à espera de ser comida e vê dia-a-dia a pele encarquilhar!!!!toca de tirar tudo da prateleira, revolver o lixo, entupir tudo de rabiscos, letras e desenhos primários!!!!!sim, acabou-se o ecletismo falso e a estupidificação que quem não quer a tua companhia! se não querem...toca a andar da minha vida!!!!tenho mais que fazer!ou que fingir que faço! sim...estou numa de varrer aqueles, que tal como os livros que não leio ficam ali, a ganhar pó na minha imaginação!!!!!!
quem não quer ficar que se manifeste, até dou uma gorgeta para beber um café no caminho!

Wednesday, November 29, 2006

Depressiva

Estou depressiva, deprimida e com uma gigante raiva oprimida cá dentro... não bastava ter estacionado mal o carro, ter andado por Telheiras à procura de uma esquadra, depois ter ido para o Campo Grande e lá descobrir que o meu "bolinhas" tinha sido rebocado até Belém!!!! Chegada lá paguei 120 euros (yupiii grande natal) e descobri que me tinham tirado a escova do limpa pára brisas, para ajudar hoje de manhã descobri que o meu carro tinha sido riscado.... Tou fula...!!!! Dei um murro na manete das mudanças com raiva e ainda me dói a pancada!!!!! só penso..."Hás de ter a paga cabrão!!!"

Tuesday, November 28, 2006


Será que a alemanha me anda a perseguir???? "ALGUNS PENDIAM DOS CANDEEIROS DE LINGUA DE FORA SOBRE O VENTRE O LETREIRO EU SOU UM COBARDE" (Heiner Müller)

Monday, November 27, 2006

Café


(...)O fumo do café liberta aquele odor de quem foi colhido por mãos negras, depois exportado, moído, embalado, depositado, filtrado, misturado com açúcar e seguidamente batido e deitado fora como uma argamassa espessa…
Recomeço a leitura… sem tirar os olhos das páginas, agarro no pedaço da loiça e deixo aquele aroma infiltrar-se pela boca, garganta até ao estômago aquecendo o caminho e voltar até à cabeça num movimento de arrepio…
Olho o vidro imaculadamente limpo e…ninguém…para além de uns miúdos com mochilas ou duas velhotas que animadamente parecem falar do episódio da novela (ou da vida de alguém) no dia anterior… Ninguém…
Não marquei contigo…mas cá no fundo esperava que viesses… o Teu café arrefece…a espuma desaparece e o cheiro esvai-se com a esperança que chegues e me digas que te atrasaste, que adormeceste…que te distraíste…
Fecho o livro…acabo com o que preenchia a minha chávena “Delta Platina”…
Amanhã à mesma hora?(...)

Saturday, November 25, 2006

ASFALTO (texto antigo)

rasgando os olhos na planície para que escapo deixo o tempo deslizar ao sabor da rotação dos pneus!o vento na cara, os óculos de sol e um leve cheiro a primavera consegue penetrar pela infíma gota de janela aberta do carro, já que o barulho de conduzir a 120 me incomoda.
na bagagem trago um punhado de coisas... as necessárias para sobreviver durante uns dias: latas de conserva, pão de forma, fruta e iogurtes que trago na geleira, bem como uma mala cheia de toneladas de roupa, já que tenho que estar prevenida para qualquer situação que possa ocorrer (desde um frio glacial a um calor tropical) e o meu inseparável necessaire. dentro do porta luvas apenas uns maços de cigarros (para ir fumando o tempo), um livro, mapas, documentos e uma réstia de esperança e de vontade de desaparecer de mim mesma e daqueles que me castigam a vista dias a fio. vou sem destino, sem vontade de ficar ou de partir apenas com o desejo de não chegar a lado nenhum. sigo a estrada.
mais adiante, páro na berma e dou boleia a um rapaz de mochila ás costas, abro o vidro. ele retira as rastas do meio da face e deixa-me entrever os seus olhos verde mar. sorri e esticando o pescoço em direcção ao vidro aberto pergunta num português afrancesado:
- para onde vais?
ao passo que respondo:
- vou deixar o meu tempo escoar em direcção á morte á medida que o carro vai lambendo o asfalto!

Beleza

Sempre que me achar feia e gorda ao me comparar com um cartaz, para aumentar a auto-estima há que pensar....maquiagem...photoshop...trabalho de fotografia...a luz....

http://www.dailymotion.com/video/xhly5_dove-evolution-ad

Friday, November 24, 2006

BRANCO


Tenho uma folha em branco, uma imaginação em branco, uma obrigação em branco. Mente vazia, eco de uma inspiração que nem transpirada chega a preencher o papel.Pouso a caneta, olho a vidraça, passo a vista pelo que rodeia. Mesas, relva, árvores, vizinha, verde, cadeira, luz, rua, sol, céu, gelado, caneta, folhas, papel em branco…Fecho os olhos e num esgar de velocidade desesperada procuro na minha biblioteca mental um tema, um título, uma história, uma ideia…. Onde está o índice (interrogo-me). Encontro-o e deslizo o indicador pelas letras por ordem alfabética….Nada!Abro um livro, outro e mais outro e branco! Numa fúria desmesurada, e depois de ter atirado da estante todas as encadernações, dossiers, e folhas soltas, deixo-me cair no chão da minha mente e até a confusão gera infertilidade de ideias!Choro. Cada lágrima que percorre a minha face é também vazia de sentido, de cor, de pensamento…A dor do nada sufoca-me!Abro os olhos…fito a vidraça e depois volto a fixar a folha. Vejo um pequeno desenho que foi formado pelas lágrimas outrora vazias de cor e de ideias… Concentro-me e vejo aparecer no meio daquele branco imenso um branco molhado, incerto, tremido…Tenho uma folha de branco húmido, uma imaginação inundada, uma mente a transbordar e uma inspiração que de tão cheia que está escorre do olhar até às páginas em que me defino. Nada como a dor para preencher o papel!

Thursday, November 23, 2006

"Sessão de autógrafos"


Até parece que é amesmo a sério...Aqui está a foto do dia da apresentação do Liberdade Condicional... e já agora todos os "autógrafos" eram únicos e especiais!

Wednesday, November 22, 2006


Acho que preciso de outra viagem...estou a recuar...........

Tuesday, November 21, 2006

manifesto de raiva

Tinha que expressar em qualquer lado a vontade que me invade de espancar violentamente as raparigas da minha turma!!! Se são fúteis, incompetentes, não gostam de trabalhar nem o querem fazer porque se dão ao trabalho de ir ás aulas? Para chatear as moléculas dos outros? Para estarem sempre com piadas e bocas ridículas? Talvez esteja a ser demasiado má, mas não faço a mínima ideia o que lá estão a fazer ou se vão ter sucesso profissional algum dia!!!! Qualquer dia arranco-vos esses cabelos oxigenados e essas cutículas demasiado limadas........ raiva!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Monday, November 20, 2006

Copying Beethoven



Vi, ouvi, fechei os olhos, estremeci, mergulhei no som... SENTI! Porque "Deus está nas entranhas" e o génio de Beethoven é palpável em cada nota...

Info Info Info

Para quem não sabia escrevo para um blog que não este, agora todas as segundas feiras há um novo texto meu...e já agora...que tal irem lá sempre que puderem para também irem lendo bons textos do Paz Cardo, da Ana Fernandes, da Margusta, da Mjosé, do Zalberto Rato...vá lá é só um clique!!!! http://colunairanima.blogspot.com/

Fim de Semana e Livro

Que fim de semana!
Rir até cair e acabar a noite na esquadra da PsP, isto depois de ter andado de carrinhos de choque e quase ter sido projectada para a pista, depois de ter anteriormente tentado ir a Belém comer pastéis.
Um sábado a tentar resolver exercícios de estatística sem sucesso que acabou com o lançamento do livro. Sobre este asunto preciso estender-me um pouco. Queria agradecer a todos os que estiveram presentes e que me deixaram babada (totalmente) com os aplausos e a todos os que não foram mas apoiaram na mesma!!! Além do mais, quem senão os meus amigos poderiam começar uma verdadeira caça ao autógrafo dos autores? Depois de me terem dado o primeiro livro para assinar era ver quem é que levava mais dedicatórias minhas para casa (não é Luís? :)... Ele não sabia é que todos os esforços não poderiam bater os inúmeros autógrafos da Martinha que veio expressamente do alentejo para me ver, sim, porque ela tem dedicatórias minhas em todos os livros da escola (era a minha colega de carteira)!!! Quem senão os meus amigos para animar o espaço com as suas gargalhadas senão o pessoal do teatro?E quem senão os meus colegas da ESCS para marcar o peso do marketing e da publicidade e terem mais uma história de assaltos fantásticos para contar aos netos? Como acabou a noite? Depois de quase acabar a tinta da caneta (22h) e de uma mágnifica foto (aliás 5 fotos tremidas que um Sr tirou) com os sobreviventes à "tertúlia" livresca, fomos todos para os armazéns do Chiado comer fast food e claro... acabámos a noite no metro à espera que chegasse um segurança que nunca chegou a vir! resultado? outra moeda para o bilhete!!!!
domingo?Quase nem dei por ele...foi dormir...dormir....
O balanço perguntam vós (ou imagino eu)? Adorei o espaço (Associação Bacalhoeiro), adorei conhecer os outros autores do Liberdade Condicional e senti-me bem nos meus minutos de fama...até parecia uma escritora a sério!!! Pelo menos soube bem brincar aos escritores! :)

Friday, November 17, 2006

The great pretender


"Oh yes I'm the great pretender, Just laughing and gay like a clown (ooh ooh), I seem to be what I'm not you see, I'm wearing my heart like a crown, Pretending that you're still around"

Uso a minha pele como se fosse a tua.... Abuso do sorriso como se fosse mesmo o que sinto!

Thursday, November 16, 2006

Sentimento do Momento


Há musicas que definem o nosso estado de espírito num determinado minuto, dia, semana... Estas palavras têm-me definido neste momento, período, fase...
"And I dont want the world to see me,
Cause I dont think that they'd understand.
When everything's ment to be broken,
I just want you to know who I am.
And you cant fight the tears that ain't coming,
Or the moment of the truth in your lies.
When everything feels like the movies,
Yeah you bleed just to know you're alive."

...........................................................

Wednesday, November 15, 2006

O perfume


Hum...O perfume!Era um filme que ansiava ver, embora confesse a expectativa de conseguir pela tv ter a sensação de estar na presença de um odor, não fosse grande! Confesso-me assim, surpreendida! Inspirei muitas vezes na sala em busca de sentir o perfume transmitido pelas imagens e pelas cores... E a banda sonora é para mim uma das preciosidades!
Recordei também alguns pormenores que me havia esquecido, aquando da leitura... E também me fez pensar... O que é que todos queremos? Amor e reconhecimento...o que há de mais genial, do que isso ser causado por um perfume! E esse perfume ser extraído de nós mesmos... Sou uma pessoa olfativa... e tenho vários odores guardados na cabeça, como que em prateleiras e em pequenos frasquinhos.
Não me responsabilizo se forem ver e não gostarem, isso provavelmente deve-se ao facto do olfacto não ser muito importante na vossa vida. Já eu, confesso-me como ter um quê de perdigueiro!!!!

Tuesday, November 14, 2006

asas do desejo


Sou um anjo sem sorte.
Caminho vagabundo
Sobre as asas e às costas
Tenho o peso do mundo.

Monday, November 13, 2006

Os vês pelos bês

Só para dizer...sim fui ao concerto do Rui veloso!!!! Fiquei triste! Ele não tocou o não ha estrelas no céu! esta é uma música que me lembra a primária, quando tinha umas botas de borracha com uns olhos e andava dentro de tudo quando era poça!!!! Além do mais haviam as festinhas...do Natal, do Carnaval, da Primavera, da Páscoa, dos Santos Populares.... Ai como tou velha!!!!!já foi há quase 20 anos.... Pronto....17!!!

As minhas folhas num livro!!!!


É verdade... não sei bem que pensar! Mas, a realidade é que sábado, dia 18 deste mês irá ser o lançamento de um livro onde participei com alguns textos! Para grande surpresa minha recebi um convite no fim do verão dizendo que gostariam que colaborasse num projecto de um livro com textos de novos autores! Fiquei contente, nunca pensei que escrever no www.escritacriativa.com me levasse a algum lado, sem ser por vezes receber comentários aos meus pensamentos e histórias!!! Além deste convite, sou colaboradora num outro site www.iranima.net onde todas as semanas também publico um texto.... Se lá quiserem ir, procurem por Roxanne W.! Porquê o pseudónimo??? Sempre tive a sensação, que depois de deixar algum tempo os textos na gaveta, eles se transformavam em algo que havia sido escrito por outra pessoa que não eu... Estranho
??? Talvez!!! Porquê Roxanne? Quem me conhece desde o secundário sabe que tenho esta panca... Muitos me chamam Rox... Talvez ela (a panca), tenha surgido depois das 1500 vezes que ja cantaram o "Roxanne" dos Police de cada vez que digo o meu nome!!!! :S

Sunday, November 12, 2006

ai como queria ser uma mandriladora.....

É isto que dá ter jantares em casa dos amigos..... Fica-se com "vontades" destas!

Wednesday, November 08, 2006

O ilusionista

"O ilusionista". Este filme... é aconselhável a quem gosta de magia e suspense (se bem que o último é mais género mistério).... Só dou uma dica... reparem na garganta dela no rio!!!! :) De resto aconselho uma ida ao cinema!!!! Para quem gosta de magia e sabe que a piada está mesmo no facto de não querermos perceber os truques!!!

Tuesday, November 07, 2006

Eu


Se fosses um objecto o que serias?
- um bilhete de avião
E numa viagem?
- uma mochila
O que fazes te apetece fazer num parque infantil quando ninguém está a ver?
- andar de baloiço, ouvindo aquele ranger do ferro a roçar em si mesmo num para trás e para diante contínuo, vestindo um bibe aos quadradinhos azuis... ao fundo consigo ouvir "Rossana!!!! Sai do baloiço...Não andes tão alto que te magoas!!!"

Monday, November 06, 2006

Hoje

Hoje é daqueles dias em que sinto o corpo todo moído depois de uma chuvada intensa...a minha pele está tão encharcada que se pode torcer e deixar a àgua escorrer...a minha cabeça está mais que enxaguada, está....alagada...e o meu cabelo????escorrido como se tivesse sido lambido com brilhantina!

Sunday, November 05, 2006

Olé!!!!!!Bravo!


É como o bater do coração, à medida que os teus pés batem fortemente no chão, como que a chamar por ti. Se fechar os olhos descubro que todos os instrumentos se encaixam e fundem harmoniosamente. Eu, a que oiço, vejo-me envolvida em toda a orquesta inesperadamente. É uma dança triste e com alma ao mesmo tempo. Não que a tristeza não tenha alma...
Parecia que aquela voz que arrepia, chorava pela sua própria sepultura. Ao mesmo tempo o teu olhar irradiava paixão por alguém que ali não estava, mas que estava contigo! Parecias uma bruxa, uma fada que encanta e que parece levitar à medida que os teus braços se erguem no ar, e o teu pulso se torce (tal como os ciganos)! Os pés, que nunca pensei pudessem executar movimentos tão graciosos e rápidos ao mesmo tempo, deixaram-me encantada e de queixo caído... Tudo me lembrava fado... um fado que não se limita à voz, ao peito dorido e aos olhos fechados, mas sim, a um Fado de corpo inteiro, que como canta a vida é apaixonante e trágico ao mesmo tempo. Hoje, conheci o flamenco. Aplaudi de pé e gritei "olé".... Rendi-me!

Monday, October 30, 2006

Sinusite


viva a porcaria da sinusite! sim! viva aquela dor de cabeça chata, irritante, alucinante! é sentir um enjoo continuo tal como se vivesse em alto mar constantemente!!!!! que merda!!!!a cabeça pesa-me há uma semana! sinto-me febril! e não não estou grávida...posso é estar mais louca!!!

Wednesday, October 25, 2006

um dia na vida de um cadáver - o meu cadáver - 2º Circular



O chão frio. Sinto cada centímetro do corpo pesado e agarrado a este chão frio! Há um formigueiro que me percorre e tem especial incidência nas pontas dos pés. A escuridão que me envolve e esta quietude provocada, fazem-me uma espécie de claustrofobia, não, não é bem isso, é mais desespero….Não me consigo mover, não vejo nada…só ouço…só sinto…só te sinto como se fosses uma parte de mim! Ali estou eu, jazida, morta, ou meio morta, numa espécie de limbo de indecisão! Agarras-me e arrastas-me para algum sítio…não sei bem onde, mas sentir-te ali comigo faz-me sentir menos só, menos definitiva… Sabes, o sempre assusta-me…o eternamente arrepia-me!
Páras de me transportar. Ouço os pregos do meu caixão! Um a um a espetar a madeira envernizada como se fossem farpas a atravessar-me a pele…O meu reflexo seria encolher-me, mas nem pestanejar consigo nesta rigidez mórbida em que me encontro… A terra a embater no caixão. Pázada a pázada. Não quero ficar aqui…não quero…desespero cada vez mais, revolto-me, entristeço-me, angustio-me, degladio-me comigo mesma! È cada vez mais sufocante este ar imaginadamente respirado…sim, imaginariamente pois os meus pulmões já não se mexem! Procuro ouvir-me no silêncio!
A tua voz ilumina-me de repente. É estranha a sensação de que vivo ainda em ti. É isso que me mantém ali na não morte, no desespero do nunca mais e na memória desfragmentada do sempre que é mais a eternidade! És como que um sopro ao ouvido que me tenciona acompanhar até uma quietude serena…Estou no mar dizes tu, num fundo escuro onde não existem peixes, algas, ou qualquer outra forma de vida. Só eu, deitada de costas na areia, com um punhado de areia em cada mão! Respiro mas não faço bolhinhas! Se me sinto confortável? Não! O peso do que deixei por terminar e do nunca mais são incomensuráveis! Lentamente, ao sabor da tua voz sinto-me a subir devagarinho, rompendo sinuosamente a água que me lambe o corpo como se fosse cetim! Em cada centímetro e em cada palmo volto ao que já fui! Ao baloiço da escola, ao bibe aos quadradinhos e aos inúmeros castigos! Voltei a ver o mundo com 3 ou quatro palmos… As fugas dos perús do quintal da avó, a primeira vez que vi uma cobra e das inúmeras viagens em busca da erva para os coelhos (gostava mais dos branquinhos!)! As escondidas com os primos, a ilha do Pessegueiro (foi lá que vi o meu primeiro pôr do sol sabias?!)! Foi no Alentejo também que aprendi que é uma noite cheia de estrelas que me iluminava quando dormia. A escola primária e aquele leite de chocolate que odiava! Os dias em que me esquecia de comprar a senha, o jogo do polícia e do ladrão e as aulas de carpintaria e de tecelagem no ATL! Os amigos no Ciclo e os inimigos…as vezes que era a última a ser escolhida na aula de Educação Física e aquele fato de treino verde àgua que me tornava na mais pirosa da turma! A morte do avô, os apelidos e as vezes que gozaram comigo…A ginástica de trampolim (porque é que desisti)?!! Revi os meus cães…e voltei a sentir o desgosto pela morte de cada um deles, o Pulgas que tomava conta de mim quando era bébé, o Piruças (que era o cão mais rápido e que caçava polvos), o Lau (o companheiro do avô), o Bolinhas (que parecia uma bola de futebol cada vez que comia), a Delta (a Peste que roeu os móveis lá de casa)…e como já não ia mais ver o Niro e ser literalmente agredida com aquelas patorras de cada vez que me via! O nascimento do meu mano e o seu primeiro dia de escola! O Secundário e a escolha de letras…. (queria ser jornalista porque que até gostava de escrever, e pensar em matemática lembrava-me as réguadas em frente à turma na primária)!
Continuei a levitar em toda aquela água e ser absorvida pelo que me dizias ao ouvido! “Morta”…disseste tu…”não sei se me ouves porque estás morta!!!!”As lágrimas caíram em catadupa cá para dentro, em nome da saudade do que fui, das escolhas que fiz, e principalmente pelo que não fui mas que gostava de ter sido… a quantidade de pessoas e de peles onde gostaria de ter vivido e as inúmeras vezes que tive vontade de vestir o outro e saber o que sentia!
Voltei novamente atrás… e revi as mil horas de conversas com as amigas e das parvoíces que dizia… sempre fui muito parva sabias??? Recordei os milhares de vezes que escrevi porque precisava, e até aqueles testamentos de análise de excertos de obras de autores portugueses! É incrível como 3 linhas equivaliam a 2 páginas de análise!!! Morri e ainda hoje não sei os tempos de conjugação verbais! As vezes que fiz teatro (Comecei com 1 ano, era o menino Jesus do presépio do infantário), recordei o quanto eram ridículas as festas dos santos populares e como me divertia no Carnaval! O meu primeiro beijo, como passava a correr pela travessa do campo da bola que não tinha iluminação e como apanhava chuva porque sempre perdia os guardas chuvas!!!! Os sonhos que tive. As vezes que amei sem resposta, ou, até aqueles em que a tive! As vezes que deixaria de percorrer aquele caminho de sempre… ou até as desculpas que inventava para mim mesma de forma a ficar mais uns segundos na cama!!! As vezes que fui feliz…aliás…as vezes que tive momentos felizes…tal como todas as vezes que aquele nervoso miudinho me invadia no avião antes de aterrar num país estrangeiro…ou mesmo as dezenas de vezes que me senti aos pedaços quando aterrava na Terceira!!!! Como amei Londres, Amesterdão, Bruxelas, sonhei em Brugges e me chateei em Madrid!
Sufoco-me a mim mesma! O choro parece atordoar-me e desespero por uma golfada de ar. Demasiadas memórias me entopem as veias onde o sangue já não é bombeado!
A tua voz abraça-me e como se fosse uma mão gigante e projecta-me para a superfície! Embato novamente na água e fico ali encharcada até aos ossos a boiar, com as mãos cheias com areia. Só consigo ver o céu azul! Não sei o que sinto e logo quando me dizes que te vais embora! Apenas sei que não queria que me deixasses! …
Escreves-me uma carta e querias que um sorriso morasse no meu rosto! Desculpa, não te vou conseguir fazer a vontade! Deixei cair a máscara lá no fundo…junto à areia! Deixei de sorrir ao invés de dizer que sofro! Os mortos já não fingem para si mesmos! Boa viagem, dizes-me. Eu fico ali à deriva!

Vida <=> Castelo de cartas

É impressionante como por vezes, sem sabermos bem de onde, aparece uma rabanada de vento que deita abaixo o nosso castelo de cartas!O que fazer? Como recomeçar? O que sentir? Não sei...apenas resta o encolher dos ombros....Quando isso não nos acontece a nós mesmos mas aos nossos amigos reconhecemos que só nos resta esperá-los com um abraço e dizer:

A gente vai continuar(letra do Jorge Palma)
"Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar"

Aqui está mais uma vez a vossa repórter do mundo cinematográfico (sabem que sempre quis ser jornalista….)! É verdade fui ontem ao cinema (uma vez que deve ser das últimas oportunidades esta semana)! Fui ver a Dália Negra com o Josh Harnett, a Scarlett Johansson e a Hilary Swank e a verdade é que provavelmente eu e as pessoas todas do cinema (cerca de 5) ou gostámos ou nem por isso. Este é um filme de detectives que nos prende até ao fim para descortinar toda a história do assassínio mas onde não existe o suspense ou sequer a música característica. Assim vamos acompanhando a descoberta sobre os personagens com o Dwight (Josh Harnett) e cada um tem segredos mais escabrosos do que outros. Há prostituição, droga, lesbianismo, máfia, estripadores, filmes pornográficos, traição e muitas mortes e sangue! A verdade é que me senti um pouco confusa com a quantidade de “podres” de tantas personagens mas que não desgostei do filme. Não percebi bem foi porque gostei, mas acho que é porque aprecio todos os filmes que provocam estranheza no espectador! Ao menos não suspirei nem consultei o relógio! Assim não sei bem se o recomendo…não é para todas as bocas!

Monday, October 23, 2006

um dia na vida de um amigo de um cadáver 3º ensaio do 2º a circular


Eu e tu, um morto, naquele parque verde no meio da cidade. Levei-te a ver as nuvens. Ficámos os dois ali, a olhar os formatos das nuvens no meio daquele céu azul. Aquele parecia um chupa-chupa… se calhar disse isto porque estava com fome. É estranho, quando estamos com fome tudo parece irradiar cheiro, sabor ou aspecto de comida… Tal quando alguém morre e tudo nos faz lembrar o tempo que essa pessoa já não vai partilhar conosco e as vezes que já não vamos relembrar o que vivemos ou as trafulhices que aprontámos…
Não me apetece falar contigo sabes…não me apetece dizer as saudades que sinto, as palavras que não te disse, ou até que não me despedi! Não gosto de dizer adeus, prefiro o até logo! Prefiro ficar em silêncio, ao invés de inventar histórias que não vivemos ou palavras que não sinto… Já reparaste como o silêncio é complicado? Dizem que uma das formas de percebermos se realmente estamos à vontade com alguém é estar em silêncio sem que isso seja incómodo. Nada de conversas inventadas à pressão, nem a tentativa forçada de preencher o tempo com conversas sobre ele mesmo… Quando conhecemos alguém, é frequente aquela necessidade de ocupar todos os espaços em branco com qualquer coisa…
O silêncio incomoda, magoa…o silêncio permite-nos conversar conosco mesmo, ouvir todas estas vozes que moram cá dentro… é melhor ocupar o tempo com conversas inúteis do que sentir aquela dor do pensamento…
Estar em silêncio é também saber escutar o outro e a nossa vontade própria… mas e se o silêncio não for por vontade própria mas for imposto…tu morreste…tu estás em silêncio…eu tento estar em silêncio, mas ao confrontar-me com quem foi calado não consigo deixar de falar com medo que paire em mim o espectro da minha própria mortalidade… Será que os mortos ouvem… devem saber tantos segredos! O maior escondem vocês, resignam-se ao silêncio…são habitados por ele eternamente…
Temos o silêncio da vergonha (ao deixarmos qualquer palavra tomar forma temos medo que aumente o sentimento), o silêncio da vontade (de fugir, de ficar, de dizer…as palavras tornam-se bem mais pesadas que a ausência desta); o silêncio da ignorância (mais vale optar por parecermos discretos); o silêncio do medo (nas vezes em que pronunciar uma palavra significa assumirmos sem volta possível que aconteceu o que não queremos admitir); o silêncio do silêncio!
Não me apetece fingir que tenho saudades tuas, que conto os segundos que estou contigo, inventar o que sinto ou sobre o que aconteceu… Apenas quero ser sincera contigo e comigo mesma e deixar o silêncio instalar-se…um silêncio vivo e outro morto!
Estranho como o silêncio pode ser o outro lado da folha… se não digo o que sinto é porque não partilho, porque não sou sincera, porque não sei o que sinto… se digo o que penso é porque imponho sempre a minha vontade, porque não ouço… é isso…se não faço silêncio é porque não ouço, se faço silêncio é porque não digo…mas um invalida o outro???
Aquela nuvem parece algodão doce! Lá estou eu outra vez com a comida, devo estar mesmo cheia de fome!!!
Sabes, acho que chegou o momento de te deixar em casa, sim em casa, é mais simpático do que dizer cemitério, assim soa de uma forma mais aconchegante e não tão definitiva! Lá estou eu a tentar não dizer morte como se tal fizesse com que continuasses aqui! Tento levar-te mas és pesado…o que vale é que vais ficar num sítio aqui perto…assim também tenho menos hipóteses de magoar (caso sintas alguma coisa e apenas não o possas dizer-me de qualquer forma)…
Enterro-te…saio sem me despedir…sabes que prefiro o até logo….

Saturday, October 21, 2006

Marie Antoinette


Fui ver o Marie Antoinette da Sofia Coppola! O que vi não me encheu a vista em termos de representação...mas sem dúvida me encheu a cabeça de festas cheias de glamour, de sedução e de vestidos belíssimos!!!Excelentes imagens e cor...cada cena parece tirada de um quadro com cores bem vivas!recomendo!

Sunday, October 15, 2006

"I Don't Feel Like Dancin'" dos scissor sisters


"I Don't Feel Like Dancin'"

Wake up in the morning with a head like ‘what ya done?’
This used to be the life but I don’t need another one.
Good luck cuttin’ nothin’, carrying on, you wear them gowns.
So how come I feel so lonely when you’re up getting down?

So I play along when I hear that favourite song
I’m gonna be the one who gets it right.
You better know when you’re swingin’ round the room
Look’s like magic’s solely yours tonight

But I don’t feel like dancin’
When the old Joanna plays
My heart could take a chance
But my two feet can’t find a way
You think that I could muster up a little soft, shoop devil sway
But I don’t feel like dancin’
No sir, no dancin’ today.

Don’t feel like dancin’, dancin’
Even if i find nothin' better to do
Don’t feel like dancin’, dancin’
Why’d you break down when I’m not in the mood?
Don’t feel like dancin’, dancin’
Rather be home with no one when I can't get down with you

Cities come and cities go just like the old empires
When all you do is change your clothes and call that versatile.
You got so many colours make a blind man so confused.
Then why can’t I keep up when you’re the only thing I lose?

So I’ll just pretend that I know which way to bend
And I’m gonna tell the whole world that you’re mine.
Just please understand, when I see you clap your hands
If you stick around I’m sure that you’ll be fine.

But I don’t feel like dancin’
When the old Joanna plays
My heart could take a chance
But my two feet can’t find a way
You think that I could muster up a little soft, shoop devil sway
But I don’t feel like dancin’
No sir, no dancin’ today.

Don’t feel like dancin’, dancin’
Even if i find nothin' better to do
Don’t feel like dancin’, dancin’
Why’d you break down when I’m not in the mood?
Don’t feel like dancin’, dancin’
Rather be home with no one when I can't get down with you

You can’t make me dance around
But your two-step makes my chest pound.
Just lay me down as you blow it away into the shimmer light.

But I don’t feel like dancin’
When the old Joanna plays
My heart could take a chance
But my two feet can’t find a way
You think that I could muster up a little soft, shoop devil sway
But I don’t feel like dancin’
No sir, no dancin’ today.

Don’t feel like dancin’, dancin’
Even if i find nothin' better to do
Don’t feel like dancin’, dancin’
Why’d you break down when I’m not in the mood?
Don’t feel like dancin’, dancin’
Rather be home with no one when I can't get down with you

CInzentíssimo


Estou numa fase em que me assumo cinzenta! Sim, cinzenta, assumo o meu cinzentismo! Porque estou triste? Porque estive de luto? Porque estou com a neura? Porque estou com o período? Porque estou com raiva?
Não meus amigos! Estou cinzenta porque me apetece! Porque também gosto daquele ar sufocante que nos envolve antes de uma trovoada! Porque quando nasci a televisão era a preto e branco e os vermelhos pareciam cinzentos! Porque sempre quis ter uma capa de inspectora ( género dos policiais dos anos 50, tipo gabardine!)! Porque o cinzento tambem é cor! Porque é uma mistura de cores!
Agora que penso no assunto o cinzento não será um não assumir da cor? Neste caso o não assumir do preto ou do branco?Isso faz lembrar as pessoas quando não têm opinião sobre determinado assunto e apenas enviam para a conversa um "Pois", ou um "é verdade.."!!! Que se lixe assumo que não me assumo como preto ou branco!!!!!

Saturday, October 14, 2006

2º a Circular - 2º ensaio


Éramos 13 num campo minado, vendados por uma vontade incrível de termos e de possuirmos algo que nos completaria a essência!
A princípio senti um medo terrível de sair do lugar, de a qualquer momento e que qualquer movimento pudesse despoletar uma mina... mas o facto de saber que o que eu mais queria estava naquele local (mesmo que sabendo que todas as pessoas o procuravam), impeliu-me para estar num estado de alerta! Resolvi partir então para a conquista! o mínimo ruído era absorvido pelos corpos que num esgar de vontade se lançavam de encontro ao local onde pressentiam o seu objecto precioso!
O coração do outro era o que me fazia mover, era o que eu mais queria, o coração de um outro qualquer... E assim, também eu me deslocava sorrateiramente naquele espaço minado de corpos! No caso de pressentir a presença de alguém buscava desenfreadamente as suas mãos e corpos para me assegurar que não escondiam o que buscava!!!
De repente, no meio do silêncio cheguei mesmo a tocar-te, mas uma torrente corpos logo te arrancou com unhas e dentes! Ainda me mantive na luta de pés, braços e de um emanharanhado de solitários em busca de um sonho... Mas, apercebi-me que não valia a pena manter-me naquele estraçalhar do que queremos... Não valia a pena tentar agarrar-te e obrigar-te a ficar comigo... Preferi deixar-te livre a encurralar-te a ficar comigo só por minha vontade... mesmo que tivesse ficado Só com nódoas negras!
Existem coisas pelas quais vale a pena lutar e procurar mas que deixam de ter valor a partir do momento em que as queremos agarrar... O coração do outro era assim uma bola de sabão que enfeitiça e nos faz sonhar mas que ao tocar nas mãos se eclipsa e evapora!
Voltei ao meu canto, e ouvi-vos a todos na minha cegueira, a degladiar-se pelo que mais queriam... e, queriam tanto que mataram o sonho mesmo antes de o terem vivido! Eu não te matei, senti-me feliz, deixei-te livre mesmo que distante de mim!

Tuesday, October 10, 2006

Viajar curou-me a melancolia?

Viajar cura a melancolia era o que dizia Al Berto…
Será que curou a minha? A verdade é que não sei… a verdade é que algumas lágrimas rolaram-me pela face enquanto na janela do comboio decorriam uma série de pequenos quadros vivos que avançavam à medida que o ferro percorria os carris. A verdade é que se a viagem não é terapêutica do chocolate não se pode dizer o mesmo! O chocolate belga é um verdadeiro bloqueador de pensamentos, apenas sobra a sensação, a degustação a activação de sentidos…é como que a energia de um orgasmo que se desloca desde debaixo da língua até às extremidades do corpo como uma onda de energia!
Se viajar não cura a melancolia ao menos entorpece-a na sua força. O que nos preenche passa a ser ao início falsamente substituído por uma vontade postiça de estar com atenção aos nomes das ruas da cidade estranha, ao pronunciar dos menus, ao olhar para as catedrais, museus ou apenas para o mapa de intrincados de linhas!
Viajar curou-me? Aliviou-me ou apenas distanciou-me do que aqui me prendia como se fosse pastilha elástica (por mais que nos esforcemos fica sempre um resto agarrado ao ténis)!!!

Monday, October 09, 2006

Brussels et Brugges




Fui à Bélgica e aprendi que bonjour é usado o dia todo!
Fui a Bruxelas e descobri que o Manneken Pis (menino que mija o símbolo da cidade) é minorca e a cidade está atafulhada de referências a esta estátua um tanto ou quanto ridícula.
Fui a Bruxelas e descobri que as cidades dos países baixos parecem todas desenvolver-se em torno de uma praça que tem a forma de um quadrado gigante. Nesta praça (em Bruxelas a Grand Place e em Brugges o Markt) qualquer um se inspiraria para escrever enquanto degusta um chocolat chaud e observa os transeuntes.
Fui à Bélgica e descobri que é preciso pagar para aliviarmos a bexiga, nomeadamente 0.30 cêntimos.
Fui a Brugges e descobri que nos podemos apaixonar por uma cidade encantada, que parece saída de um qualquer postal da Disney e deambular sem qualquer sentido de orientação afinado, e sem qualquer roteiro pré-definido em muito menos que meia hora.
Fui a Brugges e vi fazerem chupa-chupas…fiquei tão encadeada com o cheiro a açúcar que nem me lembrei de tirar fotos!
Fui a Bruxelas e descobri que têm um fascínio por cortar as árvores em formas geométricas.
Fui a Bruxelas e descobri que nem sempre o facto de existirem diversas possibilidades de nos deslocarmos na cidade (metro, tram, autocarro, comboio, táxi) isso não significa que tudo se torne mais prático ou que esteja bem sinalizado.
Fui à Bélgica e pela primeira vez viajei numa companhia de aviação low-cost, qual a verdadeira diferença?? Não servem refeições, aliás servem mas temos que as pagar e têm uns bancos mais desconfortáveis!
Fui a Bruxelas e percebi que o trânsito se interrompia por uma manifestação de 4 pessoas com um cartaz.
Fui a Bruxelas e percebi que ali ninguém pára nas passadeiras, que se conduz aos tropeções, que o sistema do metro a funcionar é da idade do pedregulho e que de 5 em 5 metros há um sinal vermelho!!!
Fui a Leuven e entendi como é bom ter carro e ir para onde se quiser quando a festa não estiver a ser boa, ao invés de se engonhar 5 horas (algumas destas no meio de encontrões, bêbados e chuva, outras a dormir na estação de comboios e outras ainda a dançar ou a tentar esquivar-me a rir da figura do pessoal depois de litros de cerveja!!!
Fui a Leuven e descobri que depois da meia-noite a única possibilidade é beber e nada de comer!!!
Fui a Bruxelas e descobri que do centro da cidade ao aeroporto são 36 euros!!!
E sei lá que mais descobri ou acho que descobri…. Existem coisas que ainda é necessário deixar repousar…apenas desejo lá regressar mas com neve! Apesar do tempo lá ter estado um pouco invernoso! Coisa estranha quando por esta altura ainda se anda por aqui de t-shirt!!!

Monday, October 02, 2006

Frases e pensamentos antes de ir....

"Ninguém acende uma lâmpada para a esconder atrás da porta"
"Podemos resistir um dia, uma semana, alguns anos, mas estamos sempre condenados a perder. O nosso corpo continua vivo, mas a alma acaba por receber um golpe mortal mais cedo ou mais tarde. Um crime perfeito, em que não sabemos quem matou a nossa alegria, quais os motivos que levaram a isso e onde estão os culpados."
Paulo Coelho, in A Bruxa de Portobello
Al Berto, in Anjo mudo, afirma que uma vez leu num livro que "viajar cura a melancolia", confesso que estarreci ao ler esse texto, e agora mais uma vez, como se estivesse predestinado parto rumo ao horizonte, esperando que cure mesmo...

Sunday, October 01, 2006

suicidio



Pego numa caneta Bic e num movimento preciso retiro-lhe a carga de tinta.O gesto foi um pouco precipitado o que fez com que sujasse um pouco as mãos com tinta! Esta ocorrência inesperada, faz-me ter vontade de usar a caneta como uma arma!
Agarro com força a carga da caneta e espeto-a no meu pulso esquerdo... a tinta mistura-se com o vermelho escuro do sangue como se fossem restos numa paleta qualquer... giro a carga encravada no pulso que agora lateja de dor até perfurar mais, até a ferida se tornar maior... Retiro a carga, agora já mais vermelha do que azul que deixou uma enorme circunferência vermelho-vivo quase junto à mão! Agarro no resto da caneta (sem a carga) e introduzo o pequeno canudo no buraco em aberto...Viro a mão ao contrário e numa tentativa de expulsar este sangue contaminado que corre cá dentro, vejo gotejar lenta e numa cadência longa o tempo para cima da mesa...
Depois de uma poça considerável se ter formado naquela mesa redonda de vidro, tornando a visão do chão num pastoso vermelhão , volto a virar o pulso! pego numa garrafa de àgua oxigenada e verto umas gotas para dentro do pequeno tubo...Para me descontaminar de ideias prejudiciais e nefastas....
Cuspo para a ferida, após o sangue ter estagnado, tal como fazia quando enchia os pneus da bicicleta (para supostamente não deixar sair o ar)...
Ponho um penso rápido em cima do meu desejo de ter ficado livre deste azar todo que me persegue, e da falta de imaginação ter ficado ali, naquela poça em cima da mesa que havia limpado com papel absorvente de cozinha e posto no caixote do lixo. O penso rápido tem a imagem do Dragon Balla fazer um "Kameh-ameh".
Após este pequeno suicídio de mim mesma pode ser que assim ja tenha espaço para voltar reinventar quem sou!

Saturday, September 30, 2006

Já não...


Já não posso esperar pelas mensagens que me acordam e dizem Bom Dia.
Já não posso tocar-te na face e olhar-te nos olhos e dizer que te adoro.
Já não sei o que sinto a cada olhar para o visor do telefone sem mensagens.
Já não existem as tardes e as conversas de café...
Já não conto os dias para comemorarmos mais um mês.
Já não ouço a tua voz há dias...
Já sonhei contigo e sonho todos os dias.
Já conversei comigo...
Já não possso esperar que me abraces em frente a um qualquer grafitti.
Já não existe mais o nós ou as mãos entrelaçadas.
Já não existe o sussurro na minha orelha ou o teu beijo apaixonado.
Já não te encontro para contar o meu dia.
Já não existem as conversas que duram horas e queriamos que durassem ainda mais.
Já não sentirei o teu cheiro ou a tua barba por fazer.
Já não sei o que te dizer...
Já chorei...já sustive a respiração...já tive pesadelos...já deixei e voltei a comer.
Já me revoltei comigo, contigo, com o mundo...
Já tentei abafar tudo o que grita cá dentro...
Já conversámos...
Já sei que dói e não tem prazo para acabar.
Já tenho a certeza que não te quero perder, que te quero encontrar mais tarde e já curado de mim e de ti...
Já te magoei...já nos magoei, já magoei os outros....
Já fui egoísta, já fui compreensiva...continuo a estar triste e a ser louca....
Sei que cada passo tem um peso diferente, custa arrancar toda esta capa de mágoa que nos envolve...Caminho... Longe de ti?A fugir de ti? A fugir de mim? A fugir do que construimos? Não...embora uns dias penso que sim...Caminhamos paralelamente, mas desta vez sem as mãos entrelaçadas.....

Thursday, September 28, 2006

Entupir o Tempo



Dei por mim a fazer contas dos livros que tenho lido para acabar com este tempo todo livre...num mês li:
- A Filha do capitão (recomendo mas se lhe tirasse cerca de 400 folhas do livro)... (cerca de 600 págs)
- Os treze enigmas de Agatha Christie (mais ou menos, muitas mortes mas pouca emoção)... (cerca de 80 págs)
- Anjos e Demónios do Dan Brown (leitura fácil e trama interessante, mas um fim colado a custo e muito "engonhativo") (cerca de 600 págs)
-A Conspiração tambem do Dan Brown (a leitura continua a ser fácil mas o enredo não me seduz....) (cerca de 500 págs)
- Cão como nós do Manuel Alegre (escrita interessante e envolvente, história e visão curiosa e muito partilhada por quem ama cães)!! (cerca de 70 págs)
- Morreste-me do José Luís Peixoto (gostei ou degustei, não sei bem...talvez seja uma escrita taciturna.....) (cerca de 30 págs)
- Agora acabo o Lunário de Al Berto e vou começar o novo do Paulo Coelho que saiu hoje, A Bruxa de Portobello...e claro, ainda falta acabar os Cem Anos de Solidão do Gabriel Garcia Marquez Fazendo as contas e sem pensar nas legendas dos filmes, nos jornais e revistas, devorei mais ou menos a custo cerca de 1970 páginas..... É difícil entupir o tempo!!!!

Wednesday, September 27, 2006

AVIVA E ABAIXO!

viva a ESCS por marcar exames de inglês antes mesmo das pessoas se terem inscrito!!!
viva eu que estive a estudar para um exame que não vai acontecer!!!
viva este meu trabalho onde é preciso bomba de oxigénio para me manter viva à espera de fazer alguma coisa!
viva a escola que nunca mais começa!
viva o dinheiro que nunca mais dobra!
viva o coração que tarda em desistir!
viva os meus amigos que estão longe!
viva o café flyman ali em telheiras que pode ser giro mas tem uns empregados lentos!
viva as pessoas que ao estarem magoadas com elas mesmas magoam os outros!
viva os lugares da turma a que ja estão preenchidos....
viva a guerra do médio oriente!!o Bin Laden que já morreu ou não!
viva os livros comerciais que nada motivam ou trazem algo de novo!
abaixo as musicas românticas!
abaixo os filmes românticos!
abaixo os sorrisos melosos ou os carinhos!
abaixo a compreensão!
viva o narcisismo, o egoísmo e a febre de poder!!!!
viva o hi5 para entreter o tempo!!!
abaixo estes posts estúpidos!!!

Tuesday, September 26, 2006

Queria só...



Queria arrancar-te os olhos para os substituir pelos meus e conseguires ver o que eu vejo!
Queria gritar-te aos ouvidos "Acorda" para saires do sonambulismo...
Queria tanto chocalhar-te e abanar-te até sentires o teu chão tremer!
Queria abrir-te a boca com palavras para me dizeres o que sentes.
Queria bombardear-te com silêncio para sentires o arrepio da onda de choque que ainda me preenche!
Queria arrancar-te do peito as veias para te deixar esvair nesta torrente de porquês em que me deixaste.
Queria pôr-te a mão na consciência para perceber o que me dizes com o olhar e o encolher dos ombros...
Às vezes queria-te deixar sofrer e outras aconchegar-te junto a mim e dizer que por vezes a coragem tambem fica presa no trânsito...
Queria saber, queria saber-te, queria que percebesses que cada vez mais me perco nas tuas incertezas e as engulo como minhas...
Queria tanto desistir, queria insistir, queria beijar-te...

Thursday, September 21, 2006

gota




Como uma gota de suor que escorrega pela testa!
Tal como um pequeno pingo de orgulho que me resta!
Depois de ter ficado sem pinga de sangue!
Pingando num pingue pingue constante...
Batendo levemente na janela, fio a fio de àgua...
Como uma cascata de pensamentos divergentes!
Sentindo o escorrer do tempo...
Saltido de poça em poça, pingo de boca em boca, escorro pelo esgoto abaixo até chegar ao meu mar de soluções e questões que boiam distaridamente na ondulação... No meio de tanto pingar, dou por mim na rua, à noite, à chuva...
Chove torrencialmente e por vezes ouço trovejar ao longe. Deixo-me ficar ali até sentir os dedos enrugados e as mãos se cansarem de sentir o frio da água que desliza dos meus cabelos, cara abaixo, escorrendo normalmente da sobrancelha directamente para a boca e depois para o casaco e pelas calças até me ensopar os sapatos! Sinto cada gota encharcar-me até aos ossos e nos ouvidos sinto o rumor da chuva e do vendaval...Pode ser que assim me dilua até ao oceano, ou encontre de novo o curso do rio! Se tal não acontecer, continuo como estou, ali, debaixo de um dilúvio, ou a olhar para a janela do quarto a ver os desenhos que cada gota elabora nas vidraças!

Tuesday, September 19, 2006

Dizem que as imagens valem mais que mil palavras... Os sentimentos raramente conseguem ser descritos ou rabiscados numa folha tal e qual são sentidos ou foram vividos...

É impressionante como os amigos se vão tornando importantes nas nossas vidas e permanecem cá dentro da nossa sala de estar, dentro da nossa forma de ver o Mundo!!! Ainda não vi o Mundo contigo Dani, mas lá chegaremos...por enquanto na nossa agenda só estão marcadas imensas viagens pela Baixa, de ida e volta à ESCS, Madrid, Londres, Vila Nova de Milfontes, Zambujeira do Mar, Sintra...pelo meio estão as horas de trabalhos de grupo, de ensaios e de lutas frente ao espelho no Teatro, as idas à discoteca, as horas nos chineses a rir tanto que ficámos com dores de barriga e quilos de lágrimas... Tenho saudades tuas, confesso, mas sei que nesta tua nova aventura te acompanho, mesmo que de longe, com algumas piadas parvas e de todas as vezes que vires pins, porcos, leres astrologia, ou mesmo comeres gauffres.... Sei que esta não foi uma homenagem como mereces, mas foi a que se conseguiu neste meu cantinho ondulante...Bisous de Portugal et ècris moi si vous plait...(que francês mau!!!!!!!!!)...Beijinhos da "irmã" mais velha....(que não o parece)!!!

Thursday, September 14, 2006

Não digo

Não digo, não escrevo, não falo...Hoje é dia de greve à escrita, ao comentário, à raiva, ao sentimento, à lagrimazinha no canto do olho, ao sorriso...Apenas ataraxia, apatia, distrofia de qualquer forma de pensar, agir e consumir...

Solidão que suga
Invejosa
Liberta e
Enfeitiça
Ninguem a
Consome mas todos a
Interiorizam e
Ouvem

Friday, September 08, 2006

Queen

-Ando no carro meio vagabunda e ponho a estereofonia do carro a gritar "Bohemian Raphsody", onde os acordes criam fios invisíveis entre os estados de espírito e três diferentes formas de sentir...
-Faço de conta que tenho baquetas na mão e abano a cabeça enquanto no supermercado surge o "We Will Rock You"....
-Sinto-me a gritar pelos poros da pele enquanto a Monserrat Caballet e tu ecoam cá dentro "Barcelona"...
-Abro os vidros do carro e de janela aberta e som no máximo liberto a vontade de dizer "I need Somebody to love..."
-Subo para uma mota (género Harley Davidson) ao som do meu andar em "Crazy Little Thing Called Love" e até chego a levantar a gola da camisa quando as minhas pernas sentem a vibração de cada guitarrada em "Killer Queen" ou "Bicycle Race".
- Fecho os olhos e sou teletransportada para os anos 80, em Hollywood, ao som das falas do "Flash Gordon" quando achávamos que em 2000 andaríamos em skates voadores!
-Subo ao palco em Wembley e canto para milhares de pessoas que "We are the Champions"...
- No fim, já quando muito transpiro de ter vivido convosco e contigo tão intensamente o que sou acalmo a pulsação e venho dizer-te adeus à janela, à medida que me avisas que "Too much love will kill you"!!
-No fundo todos somos, como tu me disseste "Great Pretenders".... Obrigado Freddie!Obrigada Queen!

Wednesday, September 06, 2006

Mozart and the Whale

Ontem fui ao cinema ver um filme!
Como a maior parte das vezes acontece a escolha foi feita em cima do joelho, e, desta vez o que calhou na rifa foi mesmo "loucos e apaixonados" (uma belíssima tradução à letra do título original "Mozart and the Whale"!!!!!). O que parecia ser mais uma comédia romântica veio a revelar-se um filme onde os dois intervenientes sofrem de autismo e constroem para sim mesmo um mundo que parece estranho aos olhos dos outros. Ele adora números e estes são as suas fontes de estabilidade, ela adora música e tem um ouvido perfeito, é principalmente fã de Mozart! Encontram-se num grupo de rejeitados formado pelo personagem principal Donald. O filme começou a revelar-se estranho a principio, mas veio a afirmar-se como bom. Os dois personagens compreendem as limitações do outro e vivem entre a busca do "normal" e a afirmação da diferença! Resultado... gostei!!! Veio pôr fim a uma série de filmes sem sabor que tenho visto ultimamente!!!!Excelente desempenho de Josh Hartnett e de Radha Mitchell!

Tuesday, September 05, 2006

Niro


É incrível como conseguia ser egoísta... Esquivei-me tanto tempo a uma visita, a uma festa suave na tua cabeça ou a um abraço... A ti que passas os dias à espera que chegue, que alguém venha, que alguém se lembre... Egoísta é o que sou, de só agora, que preciso de ti, me convenço que tenho tempo para te dedicar! Logo a ti que me olhas sempre com os olhos meigos e me recebes com uma alegria sem mágoa, sem tristeza... A ti que não me dizes "até que enfim", mas sim "chegaste... Soltas-me?" Desculpa amigo por te manter preso a uma corrente bem mais forte que o ferro... estás preso a mim... não te consigo soltar, não posso, não quero... Não me abandones como eu te abandono, inventando desculpas de cansaços e faltas de tempo... Desculpa amigo! Desculpas? Vai uma corrida Piruças?

Monday, September 04, 2006

ACTOR


"transformista papel de embrulho", frase curiosa sobre os actores....
Imagino-os tipo papel prata que se adapta a qualquer solicitação do palco, que reage ao rumor das cadeiras... Este papel é despido ao sair de cena, e ele, o actor, passa a estar vestido e embrulhado noutro papel qualquer.... talvez seja o seu papel...talvez seja outro qualquer...
Tenho saudades da boca de cena!!!!
ps-na foto...a dani...numa tentativa (c0nseguida) de diva de Hollywood...fui eu que tirei... (acho)...local? Zambujeira do Mar Agosto de 2006

vinda das férias

vim das férias e:
-conheci uma velha louca que dizia palavrões, escutava conversas, perguntava as horas a cada minuto e era obececada por lixívia...
- dei um novo significado às palavras sanduíche, incómodo, não sei, saco de plástico, egoísmo e croissants...
-já não devo poder ir à bélgica
-e dou o devido valor a tudo o que envolve inspecção e amortecedores, bem como a pessoas que não conseguem viver sem planear a cada segundo.....
-ai....além do mais foram umas férias do não sei, do arroz branco e das piadolas.....medo!!!

Monday, August 28, 2006

Férias


Mais?diz toda a gente!"passas o dia de férias"...
Então mas uma pessoa já não pode ter 25 dias de férias anuais como muitos que isso soa logo a exagero??? Lá porque não estão de férias agora mas já estiveram, e, no Natal vieram com um bronze do Brazil enquanto todos preparavam um bacalhau com todos não significa que tenham menos dias com os outros...Aliás... não tenho mesmo culpa que tenham ido para a Serra Nevada no Carnaval e mesmo para o Algarve em Junho (porque diziam que era menos gente, mas na verdade é porque se iriam acampar e não queriam que ninguém descobrisse que já não tinham dinheiro para os livros do João Rafael, ou quem sabe do Tomás (que é um nome muito mais na moda!!!!).
Assim aviso já...sim, vou mais um tempo de férias.... desta vez sem nenhum destino especial, talvez sul, talvez norte.... mas sempre em parques de campismo!!!!!Há que acordar a ouvir gritar "oh sónia onde estás", bem como uma mulher de voz anasalada a gritar no altifalante "srs campistas, é expressamente proibido ter cães à solta no parque. Pede-se o favor de os manter presos junto à tenda" (como se uma estaca fosse suficiente....)!
E para os mais distraídos, digo (para não ouvir o "outra vez" e "tambem gostava de ter um trabalho desses"), daqui a duas semanas vou uma semana para Bruxelas, mesmo depois de há dois meses ter estado em Amesterdão!!!!Há problema????

paixonite

depois de um dia para ser triste, há algo melhor que um dia seguinte de paixonite?daqueles dias que o meu olhar é tão luminoso que nem precisava de usar colete reflector de noite, em que há um fogo que me consome por dentro, que me deixa a pulular.... um dia em que um sorriso estúpido e muitas piadas ridículas (piadéticas) brotam tipo cogumelos não se sabe bem de onde...e cada uma pior que a outra.... mensagens, muitas, saudades, muitas, e um correr feitos parvos para os braços um do outro....foi bom estar contigo...ainda o é... cada vez mais cada segundo é mais precioso, não só porque são raros os que partilhamos, mas tambem porque se tornam ainda mais ternos quando os revivo.... paixonite!!!!

Friday, August 25, 2006

Barriga de Aluguer


a pedido de muitas familias aqui publico um poema disfarçado de prosa que tambem já havia publicado no Escrita Criativa


quero ter
uma barriga de aluguer
de uma mulher
ou um homem qualquer

quero ver
nascer
e irromper
um qualquer ser
escolhido a dedo

neste ser alugado
como se fosse um fato
encasacado
ou desnudado
podia-me entreter
a escolher personalidade

numa barriga de aluguer
de um qualquer supermercado
quero um sorriso amarelo
com um ou outro chinelo
que condiga com o meu tom de pele

um cabelo alourado
como qualquer anjo
ou diabo disfarçado

que venha com profissão
de doutor ou ladrão
consoante o mais bem pago!

quero uma barriga
que não a minha
para se deformar
e engordar dos pés à espinha
sem as dores de parto
nem as horas de espera
so quero ser a mãe
que dá a barbie
no natal ou num dia normal
ou o jogo do nody!

para quê a atenção?
se tem um comando na mão
para que precisa do meu tempo
se foi para educar que comprei a televisão

posso ter uma barriga de aluguer
de um homem
ou talvez mulher
um qualquer...
lá posso depositar
o que não quero
tipo caixote do lixo
ou arrecadação
o que já não preciso
mas que um dia pode dar jeito ou não!
nunca se sabe!

é sempre bom ter um espaço
que não é nosso
onde jogamos as dores e as tralhas
que doem e machucam...

assim, mas desta vez com um contrato
posso enviar tudo o que de mal me acontece
para dentro de um guardafato
que não é meu
mas que é teu...

quero ter
uma barriga de aluguer
de uma mulher
ou um homem qualquer!

solidão e máquina fotográfica

Viajar é como se injectasse a mim mesma uma seringa de cidades, cheiros, e sensações novas. O que procuro? A minha companhia. O que encontro? Solidão… talvez ausência. Quero olhar para as coisas de uma perspectiva diferente. È isso que busco, o olhar do viajante. Passo a ver tudo pelo lado da luz ao fundo da objectiva de uma máquina fotográfica e em vão tento perpetuar aquele verde, aquele rumor de cidade antiga, aquelas pessoas, aquelas esplanadas… quando chego a Lisboa volto a revê-las mas do outro lado da lente. Vejo-as do lado da foto impressa e da tentativa de perpetuar o que se sentiu. Talvez tenha medo de que o passado me abandone e que me esqueça no futuro de quem sou e assim, com as fotografias, na solidão da noite recordo o que fui.


Há quem lhe chame solidão
Há quem lhe chame ausência
Eu chamo abstinência
De me acompanhar a mim mesma.
Assim, deixo-me ficar no presente
Assombrada por caixas de memórias
Que como passado que são
São sós do seu tempo
Do seu momento,
Do seu presente.

ps- este texto foi escrito depois de um dos ensaios do 2º a Circular (o grupo de teatro da faculdade, a ESCS), por volta de fevereiro...já a foto foi tirada pelo Gervásio em 26/07/06

Acordei triste




Hoje acordei triste sem nenhuma razão aparente. Não tive pesadelos, não vi as notícias sobre a fome no mundo, não me faltam amigos... Simplesmente acordei triste! Com a lágrima no canto do olho a observar o vidro da janela ou os carros largados no trânsito...Será mesmo isto tristeza ou é a ausência de mim própria que mora por estas bandas?! Se fumasse puxaria um cigarro e acende-lo-ia de uma forma pensativa, distante...

Thursday, August 24, 2006

MUAH





Fui ao cinema ver a casa da lagoa, com a Sandra Bullock e o Keanu Reeves...Resultado? Uma boa história mas nem por isso um bom filme! Mau desempenho dos actores?.... Nem por isso, estes viviam um amor à distância, pois bem, à distância de 2 anos.... Ele vivia em 2004 e ela em 2006!!!! Como é possível? Nem sei, mas os personagens não pareceram importar-se com a distância e muito menos se acharam loucos por se corresponderam com um lapso temporal de 2 anos... O argumento está muito bem pensado, ideia gira e tal... mas nem por isso bem conseguida...