... É um blog sem título, umas vezes escrito com mais ou menos vontade, mais ou menos felicidade, mais ou menos atropelos ou correrias!se é para sentir? se é para alguém ler? como diria o meu mestre Pessoa "sentir sinta quem lê", assim vos digo ler, leia quem lê....
Saturday, March 31, 2007
Tuesday, March 27, 2007
Monday, March 26, 2007
dissertações sobre ser português
Graças à mudança da hora (e à vontade de chatear) pude ver a final dos grandes portugueses... Já havia discutido diversas vezes sobre o que seria tido em causa na escolha de um grande português, sobre o que é ser português e ainda por cima grande... Ser português é ser mais alto, é achar-se maior do que os homens embora confessando-se mesquinho e servil quando os EUA, inglaterra ou a frança dão um grito mais alto? É ser teimoso e ir em frente pelo que se acredita ou será isto ser visionário e sonhador? É querer arrumar a casa e chamar os miúdos aos berros, de avental e rolos na cabeça? É queixar-se dos pobrezinhos e ficar-se pela palavra coitadinho? É achar que a sua forma de pensar é a única que espelha a verdade, e se assim não for obrigar todos a que assim seja?
Ser grande português é ser poeta e queixar-se dos males do mundo em versos? É percorrer o mundo em busca de outras terras e pessoas com quem negociar e depois de fazer fortuna estourar tudo em charretes, palácios hoje decrépitos e prostitutas indígenas? É andar à porrada, beber até cair e expulsar os espanhóis? É querer andar por aí no passeio e fugir aos problemas de barco??? É fugir para o Brasil?
Bem, segundo as votações do público Salazar é o grande português. Será uma decisão acertada se ser um grande português significar que somos felizes pobrezinhos, coitadinhos de nós, ai e tal.... estamos bem com fome e com umas palas nos olhos que só nos deixam ver o umbigo, não o nosso próprio (porque daí podia advir tecnologia, crença em nós mesmos, evolução) mas para o umbigo do Sr Salazar e dizer ele é que sabe, ele é que vive bem... que estamos bem é na ignorãncia, porque no tempo dele não era assim, não havia drogados, nem ladrões...porque era o próprio estado que fazia isso, e ainda nos batia...
Acho que Portugal tem o síndroma das vítimas de abuso sexual, acha que as coisas más acontecem porque merecemos, e por nossa culpa.... Quando nos apercebemos disso e queremos mudar com cravos ou sem eles, fazemos festa, assamos sardinhas, e há bailarico e no outro dia tudo está igual, a vontade ficou só na garganta, e no mandar bocas, o resto ficou entravancado em papeladas, burocracia... e no chicotear e chorar desalmadamente que não vamos a lado nenhum, que não somos ninguém, que o outro é que sabe... sempre o outro que arranjou a melhor forma de ludibriar o esquema...ninguém vence porque é capaz, mas sempre porque roubou a melhor galinha ao vizinho...
Friday, March 16, 2007
Porque não podia deixar passar a ocasião, aqui estou eu para parabenizar a Escs pela mudança de imagem e pelo novo logótipo.
porque uma escola como a nossa vive da actualidade, do momento presente e do futuro, porque é importante acompanhar o ritmo.
porque tentamos ser práticos e dinâmicos.
porque não faz sentido vestirmos uma pele que já não é a nossa.
porque as ideias, o trabalho, a investigação e a criação têm vários prismas e nunca se sabe onde está o início nem quando se chegou ao fim...
porque me orgulho, me identifico por sermos diferentes e adoptarmos posturas diferentes.
porque este é um "sinal" que quererei mostrar...
sim sou escsita, ou escsiana...
ps- ainda n temos canecas como o IST mas vamos lá chegar e quem sabe depois não chegaremos até aos baralhos de carta e aos aventais?
Thursday, March 15, 2007
primavera
... olho para um lado e para o outro, para o relógio, espero... ah já aí vem!
-chegaste cedo! :)
-chegaste cedo! :)
Wednesday, March 14, 2007
Monday, March 12, 2007
A Burra e o Feio

eu precisava de pôr tudo cá para fora meus amigos! não, desta vez não uma reclamação num restaurante, foi mesmo a TVI!
sim, eu ontem enquanto fazia zapping assisti ao começo de mais uma "comédia da vida real", a Bela e o Mestre! o conceito do programa resume-se a 10 raparigas giras e com vestidos curtos, que procuram dinheiro rapidamente mas que são "burras como uma carrada de mato" (como diria o Veiga)!!!! estas meninas formariam um casal com um designado cromo, tal como os que podemos encontrar no Técnico (perdoem-me amigos do IST vocês são execpções!!!!).
Então, no fundo são os inteligentes e feios (eles) e as giras e burras (elas) que irão conviver durante 9 semanas enquanto casal!!!! viva a quebra dos estereótipos!!!!talvez se fosse ao contrário...não teria piada na mesma! e o que me levou a escrever este post? bem sei que a TVI sempre nos surpreeende com programas parvos, mas aquelas raparigas são mesmo ocas!!! fiquei contente por ser feiosa e badocha, pelo menos não sou assim tão burra! elas viam fotos de personalidades e não sabiam quem eram (Agustina bessa luís, Saramago, Fidel Castro.... e não vi tudo)! e depois eram ajudadas (tal como os miúdos que aprendem a ler ou que aprendem a escrever) pelo actor Zé Pedro Vasconcelos que não se conseguia aguentar com tamanho "alheamento" do mundo (digamos assim)!
obrigado TVI por me fazeres sentir genial!!!!épa!é esta a televisão que levanta o ego de uma pessoa!!!!!!!mais queremos mais....
ps- vou tomar outro comprimido...ao recordar isto a minha tensão volta a disparar!
Friday, March 09, 2007
o que pode acontecer no piso 3 no meio da aula...

"Cheio de céu e fumo que tosse,
um vento naquele momento gigante,
com um Coração que batia até ao tecto do peito...
Droga de Panasonic e Coca-Cola!
Dor...
lâminas, sangue e tormento...
O vazio!
Um Outro casaco preto
de cordas do destino com bolhinhas de borracha
e uma flor tigreza...
O tempo não é zebra!
É sintético e cheio de Loucura e solidão...
A cidade é à prova de bala.
Cada sílaba a nú e a descobreto
num aberto vulnerável
que chega à Indecisão!!! "
um vento naquele momento gigante,
com um Coração que batia até ao tecto do peito...
Droga de Panasonic e Coca-Cola!
Dor...
lâminas, sangue e tormento...
O vazio!
Um Outro casaco preto
de cordas do destino com bolhinhas de borracha
e uma flor tigreza...
O tempo não é zebra!
É sintético e cheio de Loucura e solidão...
A cidade é à prova de bala.
Cada sílaba a nú e a descobreto
num aberto vulnerável
que chega à Indecisão!!! "
in Ele, o Outro by If
Thursday, March 08, 2007
metrónomo
Sou um metrónomo na montra de uma loja em Viena de Áustria...estou no parapeito...chove. algumas pingas caem-me em cima... tento encontrar o meu ritmo próprio, mas só consigo bater ao ritmo dos outros...dos passos, das pingas de chuva, da música que ecoa...
ps-get real!mostra-te...são tudo imagens muito bonitas e poéticas mas não és tu!
-porra já não ha liberdade criativa!!!!!!!!!
Tuesday, March 06, 2007
Restaurante Di Casa não ir!!!
bem...este post já vai um bocado atrasado, tendo em conta que o episódio (qual novela mexicana) aconteceu na sexta feira passada!!!!
Ponto de encontro Vasco da Gama as 21h00! eu e a Dani chegámos atrasadas, mas como previamos não seríamos as últimas... às 21h30 (mais ou menos) lá fomos para o restaurante! Di Casa (fixem o nome)! depois de muito tempo à espera, e com um calor veraneante que pôs todos os convidados de top e camisa e após tentarmos em vão pedir para ligar o ar condicionado teve início a macacada, como diria o Gervásio!!! a gerente iniciou a bela pontuação de fracassos sucessivos e após o nosso respondeu: "Pois, está muito calor, agora imagine nós que andamos aqui de um lado para o outro." (boa 1 ponto para a Sra)!!!...
continuávamos com a mesa vazia ao que chega a salvação, a ementa!uau...começamos a escolher e afinal não era dali, tinhamos um menu especial (então porquê os menus???, ponto 2 para a gerência que mais tarde nos esclareceu que os empregados da casa nada têm que saber sobre as mesas que servem, quem sabe são os gerentes!!!! há que ler uns livrinhos sobre comunicação minha cara Sra, ou quem sabe Gerência para tótós, ou liderança...não! talvez sobre como funciona um restaurante???...
finalmente chega o menu (já ia adiantada a hora), escolhe-se e fica-se mais tempo à espera...entradas para "matar o bicho"???nada...regras da casa talvez!!!
pelo meio antes da comida temos episódios do género um copo demorar 15 minutos a chegar à mesa, um empregado ter vários copos na bandeja só deixar um na mesa e continuar, mesmo que as pessoas ao lado...
chegou a comida (perto das 23h30 :s) estava bom e tal... mas a forma como chegou à mesa foi curiosa... muitas vezes a introdução e abordagem simpática e calma ao cliente foi substituída por gritos de "meus senhores e minhas senhoras carbonara!!!!" mais pontos, boa, viva a simpatia e a abordagem correcta e clássica dos clientes.... aliás dos "putos" (que deve ser o que pensavam de nós no restaurante), comemos e até estava bom, e veio o bolo e tal... (aqui foi normal...)
mas eis que vem o momento da conta!!!!e o que me fez ferver!!!
era 1 da manha e nós os únicos no restaurante a Sra "Cruella" (era parecida com a vilã dos 101 Dálmatas na voz "extremamente afável"! começou-se a fazer contas e deu-se uma embrulhada! o combinado inicial prendia-se com o facto de se pagar o menu e cada um pagava a sua bebida! as contas deram errado (não percebo porquê!!!!) e acabou-se a dividir igualmente por todos! (prontos ok!!!apesar de ter que pagar mais 3 euros)!!!!
resultado a conta dava x, 03 e eis que chega a Sra Cruella do Di Casa e resolve mandar o bitaite "arredonda-se para .20 que não é nada!!!" isto porque estavam ali até aquela hora!!!ora ora Viva a lata e viva o exigir gorjeta para os empregados mal educados, lentos e nada atentos aos clientes!!!!! comecei a entrar em ebulição....
eis que o andré disse "O serviço demorou um pouco..." e a Cruella responde "Olhe, chegou tudo ao mesmo tempo, não chegou?? Para a quantidade de pessoas que aqui estavam não era possivel ser mais rápido." lolololol um diga lolol e umas urras para a Sra!!!!
o momento do saltar a tampa deu-se quando a senhora chega-se ao pé da mesa de nariz emproado, com a mania que é mais velha e passa a perna a todos, e coitadinhos dos putos dão e mais nada e começa a agarrar no dinheiro (antes de termos todos pago) e a dizer que falta x e que falta mais não sei quê, e que vinte cêntimos não é nada, "Olhem, pelo preço que vos fiz, vocês comeram de borla. Ainda se queixam??"... e retorquiu mal educadamente quando eu e a dani dissemos que só pagaríamos X e não daríamos gorgeta "mas não dá porquê"...um vulcão subiu por aqui acima e explodiu num "livro de reclamações, tem não tem??" a Sra não acreditou à primeira e ainda andou para lá a inventar desculpas para não me dar o livro....
a raiva ainda hoje se manifesta na minha pessoa...já sabem não ir ao Di Casa no Parque das Nações!!! eu sinto-me maltratada e faço questão de espalhar a história do restaurante, e como custa 7 vezes mais recuperar um cliente do que conquistar um novo, bem como este encarrega-se de fazer perder alguns clientes aqui está a minha contruição... nada de ir ao Di Casa!
podem ver história por outro prisma no blog do meu amigo macaco http://pedxong.blogspot.com
Monday, March 05, 2007

e quando cá dentro moram montanhas de traços dispersos e ideias divergentes...
e quando se luta para ouvir um parla....
o ego não deixa
o bom gosto não deixa
a auto crítica não deixa!
e em vez da voz da consciência só ouço ao meu ouvido "refaz", "podia ser melhor", "o que é isto"...quando termino? quando a obra começa e acaba? sinto-me um quadro do Pollock inacabado, sem sentido, quando ainda não é arte mas só uma cambada de riscos e gostas de tinta...
Tuesday, February 27, 2007
Ai...quem será esta?
Cabelos loiros, sorriso tímido e um olhar que tenta apreender o máximo de informação no mínimo tempo possível. Acha que vai mudar o mundo. Tem 18 anos, acabou de concluir o 12º ano na antiga Escola Secundária de Sines, a que hoje tem o nome do poeta que escreveu “O anjo mudo”, um dos seus livros de cabeceira. Nunca reprovou, é aluna de 15. Sempre quis ir para a faculdade, escrever um livro e conhecer o mundo, aliás é apaixonada pelas viagens e pela sensação de transportar as recordações em fotografias.
Respondeu a um anúncio de jornal e foi seleccionada para se tornar oficial da Força Aérea. Porquê este ramo das forças armadas? Há quem diga que tem a ver o seu estado, constantemente descrito como “cabeça no ar”, ela justifica com a sua necessidade de desafio. Encheu uma mochila cheia de ilusões e partiu em busca de um rumo que a fizesse encontrar o caminho dos seus objectivos. Não é pela guerra, acredita no poder do diálogo ao invés da violência.
Recorda-se do dia 7 de Maio de 2001 como ventoso e um pouco chuvoso, tal como tantos outros dias daquele mês de recruta (que iria variar entre o Inverno gélido e o verão sufocante). Estava no meio de uma multidão onde a maioria eram rapazes, cujas idades variavam entre os 18 e os 25, as poucas raparigas iriam conhece-la pelo nome próprio ou pelo apelido dentro de pouco tempo. Atribuíram-lhe uma cama de ferro verde que combinava com um enorme armário, as duas únicas peças da sua mobília, num quarto que dividia com mais 11 raparigas, que viria a aprender chamar-se camarata! O tom da “recepção” aos novos recrutas era autoritário, assertivo e com pouco espaço para distraídos e perguntas banais, aliás cada pergunta banal equivaleria a benefícios corporais, que podem ser flexões, meias flexões, abdominais, pulos de galo, corridas, marcha, ou até todos. Despiu a pele de civil e abraçou o camuflado. O tempo no Centro de Formação Militar e Técnico da Força Aérea corria entre o vagarosamente (nos numerosos treinos, marchas e trocas constantes de fardamento) e o demasiado rápido (nos 5 minutos para tomar banho e estar pronto no sitio combinado, nas horas de sono, de refeição…). As histórias que guarda para contar são imensas, tal como as dores nos pés e as bolhas (que se tornariam calos nos calcanhares) causadas pelas botas. Foram tantas as corridas a meio da noite pela floresta, os suores, as gargalhadas, os medos, as inúmeras partidas dos camaradas e o stress de viver 24h com as mesmas pessoas!
Jurou bandeira e comprometeu-se a proteger o país, a Constituição e as leis da República. Desse dia recorda-se do orgulho que sentiu ao cantar o hino nacional. Foram muitas as provas superadas... Aprendeu o espírito de grupo, o sacrifício do todo pela luta dos objectivos comuns, o espírito de corpo. Ainda sorri ao pensar nas sessões de tiro, na orientação e a semana de campo (nesta o seu tecto era um pano triangular a centímetros do chão onde dormia com os pés de fora mesmo só tendo 1, 58m!). Nunca se achou menosprezada por ser mulher e sempre se orgulhou de fazer as mesmas provas que os rapazes, embora afirme que nem sempre pode ser fácil chefiar um pelotão de 30 homens! O importante é ser convicta! Nove meses depois terminou a sua formação na Ota e foi colocada na Base Aérea das Lajes na ilha Terceira, nos Açores.
Conheceu a ilha de trás para a frente e desdobrou-se entre a chefia do sector de alojamentos de praças, organização de cerimónias militares, o sector de fotografia e o de desporto por 2 anos e 4 meses. Colaborou (como oficial de operações) e assistiu inúmeras vezes à ajuda prestada pelos militares à população, onde entre outras se incluem resgate e salvamento a náufragos e embarcações e o transporte de doentes e de grávidas entre ilhas. Nunca se esquecerá dos inúmeros concertos, das peças de teatro, das viagens de C-130, do cheiro a verde e a mar e daqueles recantos que pareciam nunca pisados pelo homem que descobria quando nos fins-de-semana partia pela ilha por caminhos de terra e à sorte escolhia a direita ou a esquerda numa bifurcação.
Hoje, é a Sra Tenente da Força Aérea e trabalha em Lisboa, já serve a farda azul com o símbolo da Fénix há cerca de 6 anos. Estuda, é finalista do curso que sempre quis e que tenciona exercer (Publicidade e Marketing na Escola Superior de Comunicação Social). Quando despe a farda é uma entre tantos que sobem e descem as ruas da capital. Normalmente opta pelas cores vivas que espelham a alegria com que se identifica. Costuma dizer-se que a tropa torna os meninos em homens de barba rija, ela porém não considera que o facto de se ter tornado militar a tenha tornado uma mulher diferente, apenas proporcionou um crescimento e um amadurecimento mais rápido. Cedo soube o peso da responsabilidade, da independência e o que é lutar sozinha pelo que se acredita. Vê a vida como uma escada gigante onde é importante cada degrau. Apesar do posto hierárquico que possui não prefere a autoridade, acredita que a vontade, a união e a inter ajuda são mais eficientes. No local de trabalho acha que rir é o ponto-chave para a produtividade, celeridade dos processos e do bom ambiente.
Pelos altos e baixos destes anos descobriu as artes: o teatro, a literatura, a pintura e a escrita. Ainda não escreveu um livro completo! As viagens que a apaixonavam continuam a seduzi-la e podem ser uma cidade estrangeira, um passeio pelo Chiado ou pelo silêncio na boca das falésias de Porto Côvo… Ainda não conheceu o mundo, mas nos seus cadernos de viagens, guarda memórias e sorrisos congelados das fotos nas ruas de Londres, Bruxelas, Bruges, Amesterdão e Madrid. Se não estiver na base é fácil encontra-la, de mala às costas, livro, máquina fotográfica, a ouvir rock, absorta em pensamentos e imaginações sobre mudar o mundo, agora já não todo, só um bocadinho…
Respondeu a um anúncio de jornal e foi seleccionada para se tornar oficial da Força Aérea. Porquê este ramo das forças armadas? Há quem diga que tem a ver o seu estado, constantemente descrito como “cabeça no ar”, ela justifica com a sua necessidade de desafio. Encheu uma mochila cheia de ilusões e partiu em busca de um rumo que a fizesse encontrar o caminho dos seus objectivos. Não é pela guerra, acredita no poder do diálogo ao invés da violência.
Recorda-se do dia 7 de Maio de 2001 como ventoso e um pouco chuvoso, tal como tantos outros dias daquele mês de recruta (que iria variar entre o Inverno gélido e o verão sufocante). Estava no meio de uma multidão onde a maioria eram rapazes, cujas idades variavam entre os 18 e os 25, as poucas raparigas iriam conhece-la pelo nome próprio ou pelo apelido dentro de pouco tempo. Atribuíram-lhe uma cama de ferro verde que combinava com um enorme armário, as duas únicas peças da sua mobília, num quarto que dividia com mais 11 raparigas, que viria a aprender chamar-se camarata! O tom da “recepção” aos novos recrutas era autoritário, assertivo e com pouco espaço para distraídos e perguntas banais, aliás cada pergunta banal equivaleria a benefícios corporais, que podem ser flexões, meias flexões, abdominais, pulos de galo, corridas, marcha, ou até todos. Despiu a pele de civil e abraçou o camuflado. O tempo no Centro de Formação Militar e Técnico da Força Aérea corria entre o vagarosamente (nos numerosos treinos, marchas e trocas constantes de fardamento) e o demasiado rápido (nos 5 minutos para tomar banho e estar pronto no sitio combinado, nas horas de sono, de refeição…). As histórias que guarda para contar são imensas, tal como as dores nos pés e as bolhas (que se tornariam calos nos calcanhares) causadas pelas botas. Foram tantas as corridas a meio da noite pela floresta, os suores, as gargalhadas, os medos, as inúmeras partidas dos camaradas e o stress de viver 24h com as mesmas pessoas!
Jurou bandeira e comprometeu-se a proteger o país, a Constituição e as leis da República. Desse dia recorda-se do orgulho que sentiu ao cantar o hino nacional. Foram muitas as provas superadas... Aprendeu o espírito de grupo, o sacrifício do todo pela luta dos objectivos comuns, o espírito de corpo. Ainda sorri ao pensar nas sessões de tiro, na orientação e a semana de campo (nesta o seu tecto era um pano triangular a centímetros do chão onde dormia com os pés de fora mesmo só tendo 1, 58m!). Nunca se achou menosprezada por ser mulher e sempre se orgulhou de fazer as mesmas provas que os rapazes, embora afirme que nem sempre pode ser fácil chefiar um pelotão de 30 homens! O importante é ser convicta! Nove meses depois terminou a sua formação na Ota e foi colocada na Base Aérea das Lajes na ilha Terceira, nos Açores.
Conheceu a ilha de trás para a frente e desdobrou-se entre a chefia do sector de alojamentos de praças, organização de cerimónias militares, o sector de fotografia e o de desporto por 2 anos e 4 meses. Colaborou (como oficial de operações) e assistiu inúmeras vezes à ajuda prestada pelos militares à população, onde entre outras se incluem resgate e salvamento a náufragos e embarcações e o transporte de doentes e de grávidas entre ilhas. Nunca se esquecerá dos inúmeros concertos, das peças de teatro, das viagens de C-130, do cheiro a verde e a mar e daqueles recantos que pareciam nunca pisados pelo homem que descobria quando nos fins-de-semana partia pela ilha por caminhos de terra e à sorte escolhia a direita ou a esquerda numa bifurcação.
Hoje, é a Sra Tenente da Força Aérea e trabalha em Lisboa, já serve a farda azul com o símbolo da Fénix há cerca de 6 anos. Estuda, é finalista do curso que sempre quis e que tenciona exercer (Publicidade e Marketing na Escola Superior de Comunicação Social). Quando despe a farda é uma entre tantos que sobem e descem as ruas da capital. Normalmente opta pelas cores vivas que espelham a alegria com que se identifica. Costuma dizer-se que a tropa torna os meninos em homens de barba rija, ela porém não considera que o facto de se ter tornado militar a tenha tornado uma mulher diferente, apenas proporcionou um crescimento e um amadurecimento mais rápido. Cedo soube o peso da responsabilidade, da independência e o que é lutar sozinha pelo que se acredita. Vê a vida como uma escada gigante onde é importante cada degrau. Apesar do posto hierárquico que possui não prefere a autoridade, acredita que a vontade, a união e a inter ajuda são mais eficientes. No local de trabalho acha que rir é o ponto-chave para a produtividade, celeridade dos processos e do bom ambiente.
Pelos altos e baixos destes anos descobriu as artes: o teatro, a literatura, a pintura e a escrita. Ainda não escreveu um livro completo! As viagens que a apaixonavam continuam a seduzi-la e podem ser uma cidade estrangeira, um passeio pelo Chiado ou pelo silêncio na boca das falésias de Porto Côvo… Ainda não conheceu o mundo, mas nos seus cadernos de viagens, guarda memórias e sorrisos congelados das fotos nas ruas de Londres, Bruxelas, Bruges, Amesterdão e Madrid. Se não estiver na base é fácil encontra-la, de mala às costas, livro, máquina fotográfica, a ouvir rock, absorta em pensamentos e imaginações sobre mudar o mundo, agora já não todo, só um bocadinho…
Sunday, February 18, 2007
Rolling Stone
há quem diga que é mesmo loucura, ou presunção!talvez seja uma mistura das duas, ou então uma completa falta de imaginação!são estas coisas que a Escs nos faz fazer!há e para quem quiser saber se eu fosse...era...
àrvore- chorão
elemento do fengshui - fogo
animal - leão
cor - magenta
pedra - uma pedra no sapato
ideograma chinês - a loucura
àrvore- chorão
elemento do fengshui - fogo
animal - leão
cor - magenta
pedra - uma pedra no sapato
ideograma chinês - a loucura
ai os 80's
Thursday, February 15, 2007
"O amor é fodido"

É incrível como existem cenas na nossa vida que lidas noutros momento não se interligam ou fazem sentido como noutros...li esta página e pensei no Müller, e talvez em coisas que gostaria de ter escrito...
"Culpou-a de deixá-lo sozinho. Culpou-a de deixá-lo com ela. Culpou-a de deixá-lo sem paz. Culpou-a de deixá-lo tão apaixonado. Culpou-a de deixá-lo com vida - só com a vida suficiente para continuar a amá-la, da maneira como amava, mesmo depois de morta, cada vez mais".
(...)
"E assim os anos passaram. Quase todos sem ela.
Tudo comido.
O fim não tem tempo.
É fácil morrer quando está tudo acabado.
E deixar de ver as árvores.
E deixar de tocar os muros.
Quando os há.
O fim não tem pressa.
Nem significado.
Se ao menos fosse uma surpresa.
Ou um alívio.
Ou uma inevitabilidade.
Poderíamos rir.
Poderíamos concluir.
Poderíamos conversar.
Mas o fim não tem carácter.
Só há uma maneira de dizer isto.
Só damos por ele quando já é tarde.
Nós que nem tivemos a consciência ou a angústia ou o prazer de pensar que houve uma vez que ainda era relativamente cedo".
In O amor é fodido, de Miguel Esteves Cardoso
Monday, February 12, 2007
CARNAVAL
estamos a chegar a uma das minha épocas preferidas...sim é verdade já podem começar a queixar-se...o carnaval!!!!
é o carnaval das fitas, dos papelinhos, dos martelinhos...das perucas às cores, onde os palhaços podem fingir que têm graça ou mesmo assumir-se como palhaços!!!a minha parte favorita sempre foram as máscaras,...as caraças!!!!já fui o capuchinho vermelho, a minhota, a espanhola (há sempre a minhota na vida de alguém), a empregada, a "bébé", e milhares de vezes a bruxa, a vampira... e riam-se os mais sisudos, esta loira (leia-se eu!!!) já se mascarou de bombom, bem gordinho e redondinho por sinal...... já fui a cigana, a bailarina, o anjo africano (lembram-se Liliana e Maria???), a pura da africana que corajosamente correu no meio da escola de samba e ia sendo morta pelo Sr do Apito (como a tinta da cara custou a sair)... Também já fui o bobo da comédia, uma acorrentada...ui sei lá...ah...fui a Jacinta Bimbô num bar algures nas Docas...
o que para mim é divertido não tem nada a ver com ovos, nem farinha, tem pois a ver com um sorriso iluminado no rosto, figuras tristes (como normalmente) mas com roupas que não as minhas de habitualmente!!!!! e para além disto ainda há o baile de carnaval que se realiza de segunda para terça feira na bela localidade de Sines. Longe estão os dias em que de botas de borracha, panos na cara e uma enorme quantidade de trapos em cima do lombo corria pela Avenida General Humberto Delgado (sim mais uma rua que cheira a "comunas", tal como as outras 250 em Sines, porque as restantes têm a ver com as Descobertas e com o Vasco da Gama!!!)... Corria com as amigas da escola em busca de conhecidos que assistiam ao desfile... e com sorte lá estariam os jeitosos mais velhos da escola e abrigadas pelas máscaras corriamos a fazer-lhes festas e a dar beijinhos (ai a adolescência!!)... e se encontrassemos a prof de quimica...aquilo é que eram marteladas!!!!!! ´
voltando ao baile.... é a altura de suar a camisola toda, com músicas que se decoram depois de três estrofes e passos que se fingem ser samba!!!! só o ano passado conheci esta realidade, já não tinha horários a cumprir nem explicações a dar, e como diz a Dani descobri a "dança"...há quem diga que qualquer dia até já vou conquistar o cimo das colunas! :S o essencial é mesmo não ligar aos olhares dos outros, divertir-se, sorriso sempre no rosto e não parar, pois senão não se consegue recomeçar!!!!!pelo menos o Marquitos ficou impressionado...
Li este post e no fim penso...wow parece mesmo algo escrito num diário, daqueles com folhas às cores, com um cheiro que impregnava tudo e um cadeado que nem os sonhos conseguia manter fechados....
Sunday, February 11, 2007
Elogio ao Budah

Oh Budah!!!!!
tu que vais para as bélgicas, que não sabes fazer arroz ou esparguete e que vais andar a congelados...
Oh Budah!!!!
tu que te vais encher de gauffres e não me mandas daquelas piadas secas por sms....
Oh Budah!!!!
tu que não farás trabalhos comigo e sorrirás de forma maliciosa porque disse uma ideia disparatada!!!!
Oh Budah!!!!
tu que deixas um blog para meter inveja e já não me vais dizer nada quando souberes de concursos!!!
Oh Budah!!!!
tu que já não vais ver os filmes no Varatojo com mais de um mês de atraso.....
Oh Budah!!!!
diverte-te!|
Oh Budah!
Solta a franga e mostra os dentes!!!!!!!!!!eu encarrego-me de dar porrada nas oxigenadas da minha turma!!!
Thursday, February 08, 2007
dias....
nestes dias de céu cinzento, frio cinzento e vento cinzento apetece é encher o bandulho e ressonar até ser outro dia...
nestes dias em que o pingo não abandona o nariz como se fossem atacadores de ranho que sobem e descem era ressonar até ser de manhã...
nestes dias em que as janelas parecem mais limpas que nos outros dias, em que as calças estão encharcadas até aos joelhos é mesmo comer até rebolar e aquecer o corpo....
nestes dias em que o sol não espreita e se arranjam todas as desculpas para ficar de pijama e cabelos desgrenhados a consumir pistachios, pipocas e todos os filmes da tanga e séries repetidas da tv é dormir cinco minutos de cada vez e só nos levantarmos porque os lençois estão torcidos....
Saturday, February 03, 2007
Dali

génio?louco? qual a barreira que separa a genialidade da loucura e a loucura da genialidade? um preço a pagar? ou é simplesmente o resultado de uma lucidez fora de comum... talvez uma inaptidão para a adaptação ou simplesmente só uma pitada de talento e muito trabalho... em Madrid não o conheci mas ao seu trabalho, e assustei-me pela perfeição do traço, pela imagética e pelos pormenores que são no fundo o que compõe o todo...
a minha vénia ao louco ou ao génio....quem me dera saber pintar desta forma só com um terço da mestria... prontos quem me dera desenhar uma pessoa e não um extreterrestre aos olhos dos outros...
ps...até era do meu intento pôr aqui uma foto do Dali...mas uma vez que os pc's da biblioteca não aceitam o upload da foto pronto tenho que postar isto meio despido...
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