Tuesday, September 18, 2007

How much am i worth? será que é uma boa questão?

Há que salientar que isto é o que eu valho na américa!!!! e que há muitas questões avaliadas que me causam espécie... tal como aquele teste de qi que é em forma de proverbios em inglês...assim sendo sou uma naba, por isso assumi o meu qi como sendo 100!!! e falar mais do que 1 língua não da bónus???? discordo...

Sunday, September 16, 2007

Arrepios



Tenho ido algumas vezes ao cinema de forma a poder aproveitar os ultimos dias sem aulas e do que já vi há que dizer:
- Death Proof do Tarantino é absolutamente genial!!!!Volta o génio de Pulp Fiction e Kill Bill e os seus diálogos fabulosos... aí está uma pessoa com quem gostaria de beber um café!!!
- Hairspray com o Travolta a fazer de mulher "gigante", é um musical muito divertido e light para quem queira sair do cinema com energia e um sorriso.
- Declaro-vos marido e marido é outra comédia, com o Adam Sandler com umas cenas muito divertidas...outro filme light para quem se queira divertir.

- A Mighty Heart com a Angelina Jolie é um drama baseado no desaparecimento de um jornalista americano no Paquistão. O filme mostra-nos um bocado da realidade do país e também uma Angelina Jolie extraordinária!

Apesar da minha gripe estar a começar a avançar no terreno e isso me dar um sono desgraçado, arrepiei-me muito numa cena do filme em que ela tem a confirmação de que o marido foi morto por extremistas, e ainda mais, foi decapitado... de certo que se lembram de ja ter visto imagens na televisão com o vídeo... recomendo vivamente!Não o vídeo do decapitamento mas o filme!!!

E por falar em arrepio, não poderia deixar em branco o enorme arrepio que senti ao ouvir e ver Os Lobos, a selecção portuguesa de raguebi no mundial a cantar A Portuguesa... Somos a única selecção amadora em competição mas se quiserem falar de amor à camisola, de lutar até comer a relva, de orgulho de ser português por envergar a camisola das quinas, falem com eles... Os meus parabéns e as minhas reverências!

Saturday, September 15, 2007

Cortes na pele

Pelos relacionamentos suspiramos, sofremos, ansiamos, não queremos, fingimos que não queremos, queremos sofregamente, já quisemos muito, alguma coisa…
Sonhamos que vão ser perfeitos, ou já não acreditamos, ou até caem-nos dos céus aos trambolhões mesmo depois de termos jurado a nós mesmos que já não queríamos mais…
O problema, é que cada relacionamento é uma nova ferida que se abre.
Conhecemos alguém e isso significa mais um golpe no braço (na perna, nos rins…), que fica ali a escorrer a céu aberto como se fosse um esgoto…gota a gota ou de enxurrada! Quando o sonho acaba, os planos falham e o sufocamento aparece…
Há que fechar a ferida!
Podemos primeiramente ignorá-la, não acreditar que chegou a hora do remendo, querer arrancá-la com uma faca em brasa! Querer fazer um rasgo ainda maior! Querer enfiar as unhas sujas pelas goelas do outro que nos deixou ali a sangrar e arrancar-lhe as entranhas para saber como nos sentimos…
Depois ficamos ali de olhos esbugalhados e vidrados a olhar para aquele pedaço de sangue e pus que escorre do que somos. Sentimos o pulsar da raiva! Da raiva de nós mesmos (que tínhamos prometido esperar, que não queríamos mais, que nos iludimos, que nos adiámos!!!), do outro, de tudo…
Há quem expluda esta raiva toda no resto do mundo, há quem a coma às refeições, há quem a tome em comprimidos de 2 em 2 horas até a febre baixar…
Quando o remendo é finalmente cozido com linha, atado com cordas da roupa, fechado com agrafes, fita-cola, preso com molas, com cola Pica Pau (depois de já ter sido aberta algumas vezes, mal curada de outras), deixa sempre mazelas, cicatrizes, reumático, artroses, pontadas…
Por mais tempo que passe, o corte permanece…
O pior disto tudo é que cada nova relação tem um peso acrescido, o peso da relação anterior…
A próxima pessoa é então presenteada com todas as minhas cicatrizes, cortes, pontadas e queixas de todas as outras relações anteriores…
Nunca mais se recomeça tudo de novo…
Para além da primeira vez nunca mais nada é ingénuo, puro, naif, simples… Cada gesto é carregado de prefixos das cicatrizes do antigamente e subtraído ao sentimento pelo outro…
Somos todos uma manta de retalhos!.. Caminhamos mais pesados a cada novo corte…
Somos um poço de cicatrizes…
Somos um EU mais pequenino a cada novo TU que desaparece…


Que o próximo TU traga um novo objecto cortante (pois não se aceitam repetições), uma bebida e se acostume ao espectro dos outros como companhia…

Friday, September 07, 2007

Kopenhavn, Dresden, Praha, Nuremberg, München, Füssen, Salzburg, Wien, Budapest, Krakow, Oswiecim, Warshaw, Potsdam, Berlin

"faço-me à estrada, não penso em mais nada o que será de mim?


uma história em que o princípio mais parecia o fim.

na mala do carro só levo a guitarra e as letras que escrever...


vão falar desta viagem que não vou esquecer

vou partir, sem demora, vou partir.



parto sem saber, sem saber se sou capaz


deixo tudo para trás e vou para longe...


para longe...



se lá vou ficar o destino irá dizer, não há tempo a perder e vou para longe, para longe, para longe...


a meio do caminho já sinto saudades de quem lá deixei.. dou por mim aqui sozinho e assim fiquei...

ao fim de alguns anos começo a perceber
que é difícil estar tão longe de quem nos viu nascer


vou voltar sem demora, vou voltar...


parto sem saber, sem saber se sou capaz e vou para longe, para longe



se lá vou ficar o destino irá dizer. não há tempo a perder e vou para longe, para longe



para longe, para longe, para longe"

Interfotos....intersuspiros, intermemórias...

Não se trata de meter nojo a ninguém mas sim de partilhar alguns momentos do interrail que ficaram imortalizados nas fotos que tirámos... com pose e sem pose... a gostar mais ou menos da chuva, do frio, do calor tórrido, da comida, do comboio, das pessoas, de nós mesmas... Para além das fotos orgulho-me de ter resistido à preguiça e ter escrito sobre cada dia que passámos com a casa na mochila!!! ainda não o li, mas sei que quando o fizer vou encontrar tanta coisa que já me tinha esquecido, já que na memória e na pele ficam apenas os resquícios de cada cidade, como que imersos num nevoeiro denso...
a acompanhar as fotos a letra de uma música, a música do nosso interrail! tínhamos andado à procura dela há alguns dias, mas só na subida para o castelo das maravilhas a encontrámos...a ela e à melancolia...

Thursday, August 30, 2007

Interrail the end

varsóvia surpreendeu-nos com um gigante palacio da cultura e uma chuva de relâmpagos como nunca vi na vida!!!sou fã incondicional das manifestações do meu amigo Zeus e ver aqueles relâmpagos a iluminar o céu foi fabuloso, como recepção. partilhámos o quarto com holandeses loucos que diziam trabalhar numa sex shop e ter bolochas de droga, o pior é que as inglesas acreditavam!!!! quanto à cidade, pena a destruição e as obras ainda muito visíveis, mas não podemos perder a parte velha e comparar com a parte nova da cidade!!!!
partimos rumo à última cidade, Berlim, outrora centro e coracao da 3ª guerra mundial!
sim as gruas são uma marca da cidade, os sinais são diferentes na parte este e leste, o muro está cheio de pastilha elástica, os alemães são gigantes a comparar comigo, mas são os mais bem parecidos de todos os países que visitámos... o Reichstag mete impressão e vale mesmo a pena percorrer a Unter den linden a pé e sem pressas!!!! a fonte junto à praça Marx e Engels deve ser visitada, esperemos que sem a companhia de abelhas ou mosquitos (que abundam na cidade!!!!!). Foi lá que lavei os dentes na rua e que fiz de orangotango e pombo junto ao parque perto da estátua da vitória!!!! é verdade, nem perguntem!!!!!
sim, conheci potsdam, apanhei uma molha e regressei!!!!as estações de comboio parecem um centro comercial e não queiram ficar fechados fora do quarto somente enrolados numa toalhinha de banho!!!!! foi Berlim!!!!
tantas são as histórias que trouxemos na bagagem, bem mais do que presentes, aliás quase nenhuns, nem para nós mesmas!!!!
no regresso, depois de uma noitada, uma queda quase mortal na discoteca, um pássaro entrou para o motor do avião quando já quase descolávamos, e o pior, apesar da espera e do pequeno almoço, foram mesmo os calafrios causados pelo piloto do 2º avião....
em lisboa alguns amigos esperavam-nos com um cartaz gigante que dizia "bem vindas inter-imundas"!!! algo a recordar...
alem das memórias, das fotos e das histórias é o cansaço que ainda nos pesa nos ombros....

Tuesday, August 21, 2007

a continuacao da saga...

nuremberga deu-nos chuva como na noite da chegada, e a descoberta de uma cidade medieval quase encantada, e cantar foi o que fizemos no topo do agnifico castelo. seguiu-se munique e mais chuva e muitos casais a namorar no parque...descobrimos o mundo da cerveja alema onde se bebe com uns calcoes pequeninos e uns suspensorios enquanto se danca, canta e se come pratos gigantes...e o que e o jardim das ninfas meus amigos....a residencia de verao dos monarcas!!e apaixonante o palacio e aquele jardim cheio de recantos magicos e lagos e cisnes...faz suspirar... e aqui nos suspiros comeca o problema... resolvemos ir ver o castelo de neuschwanstein, o castelo que inspirou muitos dos contos de fadas... e o que e aquele castelo!!!!!sim, fica no topo de uma montanha de floresta verde, com uma vista extraordinaria, onde se ouve o rugir da cascata para dentro do coracao da montanha, com uma vista para uns lagos gigantes que espelham o horizonte... e aquela floresta que faz lembrar sintra, faz dar tambem largas a imaginacao e aos suspiros.... muitos suspiros. a vila, fussen merece sem duvida uma visita!!!a serio!!!!
depois de munique, salzburgo na austria!a chuva comecou a abrandar e la partimos a descoberta da terra do Sr Mozart! fomos a 1a e a 2a casa dele e sem duvida so a ultima vale a pena, pois da-nos uma visao da vida do compositor. mas sabem o que tambem e de salzburgo? o filme musica no coracao!!!!e verdade a terra da sra freira maria e dos von trapp, ha excursoes e tudo e a nossa hostal transmitia todos os dias o filme...dispensamos essa parte!mas vimos o centro da cidade, e como e agradavel estar junto ao rio simplesmente a olhar quem passa.... viena foi o passo seguinte!e ate agora foi a minha maior desilusao, para alem dos milhares de turistas, e pelo facto de ja ter visto jardins tao apaixonantes o Belvedere por exemplo pareceu-me descuidado e mortico...sim e verdade que aqueles edificios, como a opera ou o Hofburg metem respeito e admiracao, mas a cidade por isso me pareceu snob e de nariz demasiado empinado...distante, altiva... aproximamo-nos mais (eu e a cidade) quando disfrutamos juntas um concerto em frente a Rathaus numa noite de varao...e meus amigos o edificio do Parlamento deixa qualquer um de queixo caido...
Budapeste foi a seguir, a capital da Hungria. vale a pena ir a Buda ver o castelo que parece feito de areia, subir ao topo da colina Gellert e la esta experimentar os banhos...eu ofereci a minha pessoa um momento zen e fiz banhos turcos, jactos de agua, massagens e senti-me nas nuvens...vale mesmo a pena!!!!e la esta o parlamento leva-nos ate londres e a dom e das mais bonitas que ja vi, ao contrario da de Viena que fazia lembrar uma arrecadacao!ah, esquecam o mais possivel os tranportes publicos!!!e evitem como fazer como eu e levarem uma multa por andarem a borla!
Foi tempo de ir para Cracovia na Polonia e de ter a viagem mais assustadora da minha vida!!!!10 horas de comboio, numa carruagem que tivemos que fechar com os cordoes dos tenis, pois as pessoas tinham ar de refugiados de guerra que nos iam esfaquear a qualquer momento!!!tive medo, muito medo!!!alem do mais fomos interrompidas mais de 6 vezes pelos guardas da fronteira e pelos picas...alem do medo dos assaltos ajudou imenso a dormir ainda menos... mas a verdade e que cracovia e interessante de se vistar, apesar de ter saido da guerra ha menos tempo do que muitos dos sitios que ja visitamos por causa da invasao sovietica...e a verdade e que a hostal era a casa que queria ter, que poucos falam ingles mas que se esforcam por nos ajudar.a market square e encantadora e da vontade, de como gosto beber cafe de manha enquanto leio um livro demoradamente....
a maior expereiencia foi auschwitz, o campo de concentracao... e arrepiante, da um no na garganta, e uma atmosfera pesada...cada sapato na pilha tem uma historia de quem outrora o ocupou e sonhou em morrer de outra forma que nao num "banho" de gaz...os bocados de cabelo, os corredores de fotografias dos que esperavam na fila para morrer...as camaras de gaz...quase tudo esta de pe e de fora o sitio parece uma colonia de ferias, a parte do arame farpado!mas e denso, deixa-nos sem palavras...a viver mais do que a contar!
partimos hoje para varsovia, a capital do pais e nao faco a minima ideia do que nos espera, a seguir temos berlim e depois casa...
esta viagem ja pareceu longe, enorme, deliciosa mas agora parece-me tao pouca...e como um bolo bom mas pequenino, tipo pastel de nata!

Wednesday, August 08, 2007

Interrail

Nuremberga 9 da manha numa pousada com o nome de lett'm sleep
neste momento ja estivemos em copenhaga...uma cidade grande, cheia de avenidas enormes, de pessoas que falam ingles, frances, espanhol e italiano na perfeicao mas suja como vi poucas vezes..aqui temos duvidas que se impoem:
- eles trabalham?qual a taxa de natalidade?sao catolicos?
segui-se dresden uma cidade medieval apinhada de turistas...o centro vale mesmo a pena, mas tivemos por estas bandas um Sr chamado Hitler que fez uma guerra que destruiu muitos dos edificios ainda em reconstrucao...pena...mas vale a pena a vista da varanda da europa.
depois agarramos na mochila e seguimos para Praga e aqui...meus amigos a cidade e de morrer de paixao...pena as pessoas...a sujidade da cidade esta mesmo nos locais, que sao agressivos, dificeis de compreender e de nos fazermos compreender...ate me valeu um pontape...mas sem duvida um sitio a visitar...nao e a toa que e conhecida como o coracao da europa...
agora temos nuremberga que pelo menos vai dar-nos chuva....e ja nos valeu uma caminhada quase heroica...de mochilas as costas...
ps- a falta de acentos prende-se com estas letras e teclados esquisitos que esta gente que calca sandalias com meias usa...

Friday, July 27, 2007

MY VOYAGE

Estou feliz e estou exausta... Para quem me conhece sabe que são as viagens que me aceleram o ritmo cardíaco... isso e a corrida, ou uma louca noite de amor, ou gritar no carro a plenos pulmões, ou ouvir música aos gritos nos headphones... mas é o lufa lufa dos transportes, o cheiro a comidas estranhas, a língua nativa que soa a nada e coisa nenhuma, o mapa que se perde, as indicações que não se compreende, as mochilas que pesam... é a aventura de não saber onde está a próxima descoberta... é o antes, o durante e o depois... o ouvir um concerto de jazz num parque, é os homens estátua, uma ópera em Viena, Um banho em Budapeste, são os mil castelos, museus, restaurantes, praças e avenidas...e os cafés que ficarão por beber por causa do preço e do sabor..
Planeei esta viagem durante muito tempo, e ao mesmo tempo poucas são as coisas certas... Espero trazer um olhar novo e rejuvesnecido com a cultura do 1º Mundo.... Não há nada como a Europa!!!!
Não há fome que não dê em fartura, não há ausência que não dê em saudades, não há beleza que não se extinga, não há vontade que não se consuma....

Monday, July 23, 2007

há quem...

"Há quem procure a perfeição do caminho, outros a singularidade dos detalhes"

Sunday, July 22, 2007

Footsbarn Theatre



Ontem fui ao teatro. Uma vez que estou em casa (sto andré) decidi aproveitar as iniciativas culturais da cidade e fui ver os Footsbarn Theatre . Esta é uma companhia de teatro itenerante das mais famosas do mundo. O corpo dos actores revela um trabalho baseado nos fantoches e o cenário, o recinto (uma tenda gigante que eles transportam com eles) e o guarda-roupa estavam simplesmente geniais. O facto de ser um Shakespeare em inglês acarcaico dito com pronuncia alemã, japonesa, e outras não identificadas é que não ajudou muito. Mas como o teatro é mais do que se diz e do que se faz, fez com que a história de "sonho de uma noite de verão" fosse captada e que me risse diversas vezes com aqueles caricatos personagens.

Tudo isto fez-me pensar num sonho que tive há muito...ser meio cigana, andar a percorrer o mundo com a casa as costas e levar a minha arte a toda a gente.

Há que destacar as máscaras brilhantes, o suporte físico dos personagens e a tentativa de falar português em muitas ocasiões da narrativa.

Se passar aí por perto de vocês aconselho vivamente a ver! Adorei o personagem do actor que é Piramus... apesar de se babar imenso e de se cuspir estava genialmente bem suportado. Excelente iniciativa da AJAGATO, o grupo de teatro de Sto Andre.

Thursday, July 19, 2007

السفر

Wednesday, July 18, 2007

Amigos

Quando o nevoeiro se dissipa é que podemos ver com clareza o que a tempestade nos deixou... por mais azares que me aconteçam deparo-me sempre com a maior das sortes, com grandes amigos. posso não estar com eles todos os dias, falar todos os meses mas sei que estão lá para o que precise e que cá estou a qualquer hora para o que precisarem. seja uma gargalhada, um bom filme ou mesmo um ombro. o João M. escreveu-me isso há pouco tempo e fez-me reflectir e olhar em redor....são algumas pessoas que entraram há muito, há pouco ou acabaram de chegar mas que de uma forma especial ficam cá... são de mundos diferentes ou iguais ao meu e a verdade é que depois de querermos passar a fase da casca (que todos temos) estão pessoas incomensuravelmente extraordinarias.

Monday, July 16, 2007

A memória como um fóssil


A vida traz-nos sempre surpresas... Engraçado como no final de arrumar a casa lá encontramos o que julgávamos perdido há muito, o que já nos tínhamos esquecido que existia... Incrível como um pedaço de papel gera recordações em catadupa...

Melhor ainda é quando o que estamos a viver é um momento que queremos recordar durante vários dias... é um momento em que trazemos recuerdos que carinhosamente pomos em cima da mesa, depois no cimo da gaveta até que com o tempo, passam para o fundo. É como se as recordações fossem fósseis e camada a camada de tempo se vão encobrindo com outras. E, um dia no meio de uma grande limpeza, tal e qual fossemos exploradores destemidos, encontramos o que antigamente esteve dentro da concha...

Tuesday, July 10, 2007

O meu caro Budah enviou-me este mail:
"Quando o monitor está todo branco (uma página do Word, por exemplo), o computador consome cerca de 74 watts. Quando está todo preto, utiliza, em média, 59 watts. Partindo deste princípio há alguns meses atrás, Mark Ontkush escreveu um artigo sobre a economia quepoderia ser feita se a página do Google possuísse um fundo preto em vez debranco. Levando em conta a altíssima popularidade do site, seriam economizados, segundo os cálculos de Mark, cerca de 750 megawatts/hora por ano. Em resposta ao post, o Google criou uma versão toda escura do seu search engine chamada Blackle.com http://blackle.com/, que funciona exactamente igual àversão original mas consome menos energia." Ideia interessante e útil devo confessar. Ainda por cima o preto é uma cor muito mais avant garde!!!!

Saturday, July 07, 2007

Nome próprio Maria... de manhã


Manhã.
O sol espreita no horizonte que ainda estremunha entre dentes que preferia ter ficado mais tempo na cama. Um devagar lento, suave e calmo que deixa entrever o movimento nas ruas e avenidas. Os cheiros das tranças, dos croissants, dos pastéis de Belém ou das bolas de Berlim que adoçam a quietude das calçadas. É um bailado com hora e minuto marcado, um movimento que rapidamente passa do silêncio a um frenesim de carros, pessoas, barcos, um montão de colégios, escritórios e muitos suspiros pelo andar que não se nota.
Descobre-se em cada passada mais ou menos apressada que há vidas que vão para além das bolhas que construímos à nossa volta ou das células que constantemente lançam dióxido de carbono e entopem a atmosfera “light” da altura. É o pardal na árvore em frente à janela (outrora despida), nos minutos em que a betoneira e o martelo pneumático sustêm a respiração. Um parque de gentes que procuram os corpos e os dinheiros dos outros que se pinta de roxo. Uma tela, um miradouro, uma luz, um pincel que se derrete na boca de um soslaio à paisagem. Um pintor que imagina, um escritor que ressaca de inspiração… Um vaivém que embate no cais preenchido por um magote de pontos negros que esvoaçam na paisagem… Um Rio que se revolta por não ser o mar de antigamente. Bocados de verde enfiados no meio do betão, que se revoltam com o cinzento tido como a cor de então. Um café. Uma vidraça. Uma espera, uma cadeira, um reflexo que bate no vidro, um sol que aquece a face. Um arrastar de pensamentos no meio do calor que descongela.
Cabelos loiros meios revoltados por não assumirem a regra do liso ou do encaracolado. Olhos azuis da cor do azul que se estende para além da luz que ilumina o quarto. Corpo esguio de criança que quer ser mulher. Um apito que quebra o sonho. Salta da cama, lava a cara com água fria para não dar tempo para o sono voltar. Uma perna e depois outra de umas calças “á pescador”, uma t-shirt colorida que fazem adivinhar que gostaria de ser artista. Botas cor-de-laranja que expressam a sua vontade de descobrir o que o novo dia encerra, talvez um encanto no cimo de umas escadas íngremes decoradas com cordas da roupa e cabos do eléctrico. Come de um trago e escova cuidadosamente o aparelho que não deixa adivinhar ao certo a idade que tem. Pasta debaixo do braço.
Apanha boleia no amarelo mais perto de sua casa. Não paga bilhete. Gosta de ver os grafittis que sujam a paisagem claustrofóbica a que prefere chamar de arte urbana. Enfia nos ouvidos os phones e escolhe cuidadosamente a música do seu Mp3. Gosta de escolher o ritmo a que a cidade se movimenta, em que os transeuntes se movem e torna aquilo tudo numa sinfonia onde é ela a maestrina. A esquizofrenia das batidas da música do momento, a coreografia ensaiada para mostrar aos amigos. Sorriso estampado no rosto de quem ainda acredita que o mundo pode ser seu. Prefere ver sempre o copo meio cheio e dizem que tem o dom de falar com imagens. Seu nome próprio Maria o seu apelido é Lisboa.

Wednesday, July 04, 2007

Nada, só expectativa


Puxo a cadeira, sento-me e arrasto-a para ficar bem perto da mesa. Ligo o computador, ouço o som familiar do iniciar do Windows. Clico no word e decido de uma página em branco escrever qualquer coisa, qualquer coisa de jeito. O pior é sair qualquer coisa de jeito. Tem que ser o que alguém que não conheço considere bom ao ponto de ganhar eu o concurso. Escrevo, apago, martelo nas teclas do computador, deixo cair a cabeça no teclado, volto a levanta-la... Páro diante das frases começadas, coladas a cuspo... Estico os braços, estalo o pescoço e olho em volta... Livros e mais livros encadernados e etiquetados, normal para alguem que está numa biblioteca. à minha volta só estudantes de Medicina, Enfermagem, Engenharia... e eu ali diante de uma página em branco. Sinto-me diminuída, menos importante por não ser o futuro da construção, da operação, da cura... Apostei na invenção e isso não parece estar a resultar.... Torço a imaginação até à última gota, como se fosse roupa quando a máquina de secar avariou, como se a imaginação fosse um lençol de banho... A custo escrevo alguma coisa com qualidade, penso eu. Gravo num Cd. Abro o envelope, selo-o e envio-o. Aí dentro está uma tentativa de palavras contadas pela minha boca e pelos dedos.

Meses de espera esquecidos na prateleira...

A resposta chega e para variar nenhum prémio, nenhuma palmadinha nas costas, nada... Queria ser genialmente qualquer coisa, pronto reconhecidamente, melhor queria ter sorte, para não dizer habilidade de ganhar alguma coisa...parece que tudo em que me dedico se condena a não se concretizar...faço muito e pouco esforço, acredito mais e menos mas parece não resultar. Estou condenada ao fracasso e a viver no sonho do que poderia ter sido. Parece que falo de Portugal, mas afinal falo de mim, só de mim... Ainda acredito que Portugal pode melhorar, quanto à minha pessoa, agora no desfazer da onda da expectativa nem por isso...

Continuo a olhar o céu a ver as nuvens passar....Só queria ganhar alguma coisa...

Sunday, July 01, 2007

Bailarico


Há muito que não tinha contacto com os bailaricos da terra, e não é que ontem me encontrei com uma mistura das festas com os santos populares... e no café entrava uma aragem desagradável, muitas permanetentes e poupas dos anos 80, emigrantes do leste e muitos casais que estão sempre batidos em todas as festas e já sabem os passos um do outro de cor. e a música perguntam vocês? havia a La Bamba, o Zumba na Caneca da Tonicha e claro clássicos do "grande" Nel Monteiro. É nestes momentos que me indago....que raio de letras de músicas são estas? isto são novos expoentes da poesia nacional, assim vai daqui o meu pedido ao Ministério da Educação "Sra Ministra incluam a análise destes poemas no programa escolar de português"!!! Abaixo postei um poema digno de análise exaustiva!!!Ponham os olhos nisto e vamos criar um movimento para incluir isto no Exame Nacional!!!


"Olhó cochicho, que se farta de apitar,
Ripipipipipipi e nunca mais desafina,
Rapaziada, quem é que quer assoprar?
Ripipipipipipi no cochicho da menina..."


O que é o cochicho? O que nos ensinaram na escola? a ir ao dicionário e foi o que eu fiz "s. m., Ornit., pássaro que se assemelha à calandra;brinquedo de criança, cujo som imita o cochicho;", dai quererem apitar no cochicho da rapariga!!! Mas a minha questão é...isso não é um pouco badalhoco, aliás, pouco higiénico todos a cuspir e a soprar no mesmo sítio? mas há que notar a excelente figura de estilo "ripipipipipipi", ou seja uma onomatopeia a imitar o som do animal!!!!!