Nadador Salvador precisa-se!Moreno, olhos verdes, musculado, atraente e que tenha um jeito sexy especial a põr protector!Protector solar, claro!
... É um blog sem título, umas vezes escrito com mais ou menos vontade, mais ou menos felicidade, mais ou menos atropelos ou correrias!se é para sentir? se é para alguém ler? como diria o meu mestre Pessoa "sentir sinta quem lê", assim vos digo ler, leia quem lê....
Wednesday, December 05, 2007
Wednesday, November 21, 2007
De conversas com o Becas
A escrita é um acto de masturbação comigo mesma!
É maioritariamente isso... Um movimento circular dos dedos em volta da vagina ou do teclado onde substituo o prazer do toque do outro pelo meu. É um toque egoísta e narcisista onde o que importa sou eu e o meu orgasmo, que se deixa ali no meio dos lençóis... Que se foda quem lê!!
A escrita é acto de amor, é um acto de cópula com o outro, escrito para ser lido e para ser sentido a dois num ritmo próprio que só os nossos corpos entendem... Descrito para haver a troca, ora eu por cima, ora ele, até ambos nos sentirmos a suar e as coxas a estremecer... É um movimento em remoinho que acontece de dentro para fora e que se deixa adormecer nú em cima dos tapetes da sala!!
A escrita pode sempre ser sexo rápido quando estamos com o período, onde as palavras são deixadas em desalinho para serem lidas mas não interpretadas, para serem preenchidas. Como uma foda. Depois de um banho libertamo-nos do cheiro e do toque do outro. O que ficou do momento foi simplesmente um preservativo cheio de esperma e sangue no fundo do caixote do lixo da cozinha. É papel higiénico. Só se usa uma vez, puxa-se o autoclismo sem olhar para trás, sem se reler.
Ás vezes é ela quem manda, outras vezes sou eu, como numa relação masoquista em que o que seduz é a relação de dominação e de poder do outro...O que dói é o que se quer mais, sempre.
Tuesday, November 20, 2007
...
Medo...pela primeira vez ganhei alguma coisa. E não, as rifas em que sai sempre alguma coisa não contam!
Sunday, November 18, 2007
Sobreiros, mentiras e uma batida ao javali
hoje acordei cedo, vesti o camuflado e as botas e parti com o meu pai rumo ao cercal do alentejo, a razão? uma batida aos javalis, a minha primeira batida!!!
desde que me conheço que o meu pai adora a caça e foi pegando essa paixão ao resto da família, tanto é que adoro armas, principalmente cães de caça e o meu irmão é ja hoje um caçador.
chegámos aos bombeiros e deparei-me com uma volta ao mundo rural, aos "montanheiros" do baixo alentejo, onde eu era a única mulher!!! sortearam-se as portas (local onde cada caçador fica) e lá fomos nós depois de engolirmos um pequenos almoço à caçador, que é como quem diz fatias de ovos, carne em vinha de alhos, linguiça e chouriço...
após todos os caçadores estarem nas portas e de armas em posição de fogo, largaram cerca de 100 cães que cerro a baixo espantavam ou apanhavam javalis... e ali estávamos nós à espera que a fugir dos cães aparecesse um porco selvagem (o que dá uma adrenalina do caraças e muito medo também, por exemplo, caso se atinja uma porca com crias e ela seja somente ferida ela investe contra o agressor)...
num momento começámos a sentir grunhidos e estalidos nas nossas costas e com medo que aparecesse um porco desvairado (já que eles a fugir levam tudo à frente) subi para um sobreiro, assim não atrapalharia o tiro do meu pai nem correria o risco de ser ferida... poucos instantes depois o meu pai dispara a um navalheiro (um javali muito grande) e vai ver se o atingiu... não é que no momento em que o meu pai estava longe, e eu em cima da àrvore, passam por baixo da àrvore onde estava uma javali com duas crias ja de 1 ano... eu estava quieta para não os assustar e à espera que o meu pai disparasse, ao mesmo tempo esquecia-me de tirar fotos, ou filmar o momento (muito raro) e nem a espigarda comigo tinha, já que seria um abate na certa, dada a curta distância...possas falhámos 4 javalis!!!!!pois o meu pai nem os chegou a ver!
quando decidi finalmente empunhar a carabina, já que o meu pai tinha a caçadeira, na esperança que na volta de regresso os cães trouxessem mais caça, acabou a batida...
pelas 3 voltámos ao local de partida alinharam-se os javalis mortos na caçada, 22, e tiraram-se fotos com as presas.
no almoço que se seguiu, tal como manda a boa maneira alentejana, ou seja, carne, batatas, canja, pão azeitonas, arroz e bebidas até cair para o lado fiquei simplesmente a observar as pessoas, ou seja os caçadores e as suas histórias com acrescentos de valentia... ouvia-se gabarolas, histórias de tiros, de outras caçadas, de javalis que foram errados, dos que foram abatidos hoje e alguém gritava já tocado pelo tinto "eu nunca falhei um javali, todos os tiros que dei acertei-os todos"....
a verdade é que a experiência foi engraçada e no fim todos vinham perguntar à única mulher como tinha sido a caçada (já que não sabiam que não era caçadora mas acompanhante), e eu embuída do espírito afirmava "ainda os vi, mas iam tão rápido que não lhes consegui acertar"
ps- prontos, venham lá os defensores dos animais...
Saturday, November 17, 2007
Protesto
Preciso de me insurgir veementemente em relação à programação matinal da RTP1 nos sábados de manhã! Ao invés dos tradicionais desenhos animados para a miudagem o canal estatal agora passa o noticiário... Por amor de deus e, e, e, e os bonecos (digo com uma lagrimita no canto do olho e a soluçar)...
Sunday, November 11, 2007
S. Martinho
Há dias em que vale a pena deixar o mesmo de sempre e conhecer novos recantos. Subir a montes nunca dantes navegados, onde até existem ovelhas e música do grande Tony. Comer frango com as mãos, batatas fritas de pacote, o cheiro do carvão, a manta aos quadradinhos, o loto e as cartas sentados à chinês.
O som crepitante das castanhas e dos sorrisos de quem se reunia à volta da fogueira a fazer planos para os dias que ainda faltam para chegar. Um sabor bichoso e desagradável e um comer até ficar oval porque é o dia dos dedos "farruscados".
Uma descoberta de umas muralhas no caminho, uns quantos bicos, portas e travessas moradas de silvas, rastos suspeitos e montes de cigarros de quem está à espera. Passo a passo vivemos a discoteca, a casa antiga de moedas, o sanatório, a fábrica, o hotel, um paraíso do paintball... O bando dos 6, sem resolução do caso (para já) mas a investigar...
ps- finalmente sai de casa e cumpri uma das muitas saídas que havia combinado! oh mundo cruel...(é aqui que entra a pose dramática).
Como o campo cansa....
Friday, November 09, 2007
Momentos de embaraço
Já sentiram a sensação de não saberem se uma pessoa que vem ao longe a fazer adeus é para vocês? E não passaram ainda pela sensação de responderem instintivamente e depois apereceberem-se que não é?
E quando um estranho vos sorri e diz olá e afinal é para a pessoa que está exactamente atrás... Faz lembrar os blind dates onde todos os que olham para nós podem ser quem esperamos... dentro da cabeça só ouvem uma voz "será que é?", "será que não?"...
Hoje voltei a sentir essa sensação mas era eu que no meio do trânsito gesticulava um adeus frenético, apitava e quem queria chamar a atenção, não me ligou nenhuma... Mas a Sra o lado respondeu com um sorriso, até segundos depois se aperceber embaraçada, que não me conhecia de lado nenhum....
Friday, November 02, 2007
Fados

Quarta fui ao cinema ver um filme que aguardava com curiosidade. Depois de alguns percalços lá chegámos ao cinema, cheio de pessoas mais velhas, com idade para serem meus pais, sentámo-nos numa brecha e lá fomos ver "Fados"... A questão é que para quem achava que gostava...passou a ter dúvidas ou sobre o gosto pela música ou mesmo sobre o realizador. O cenário era pavoroso, o som estava mau, e algumas cenas (va, praticamente todas) são ridículas!!!Os planos mostram o pior dos cantores, e a bem dizer um grande plano de minutos na cara dos fadistas não abona nem o ser mais perfeito. Ao invés de prestarmos antenção na música fazemo-lo antes nas deficiencias do rosto do "personagem"... Para não falar da mistura da dança contemporânea, que a meu ver não correu nada bem... E o que é aquela mistura com o hip-hop onde o som do Mc é abafado pelo som do beat??? E aquela dança com a Fadista Mariza...RÍDICULO, como diria a Cecilia....
Ai, e eu que ainda acredito em espanhóis....
Tuesday, October 23, 2007
Saturday, October 20, 2007
Voltar...
Cada vez que regresso aqui sinto o peso do passado em cada nova raiz apodrecida, em cada novo espaço ganho pelas silvas, em cada centímetro de pó, em cada vidro partido...
Os insectos tomam partido do espaço livre e fazem casa naquilo onde já fui alguém... Onde costumava ir às ervas para os coelhos só existem agora as ervas... Já não existe o chiqueiro para os porcos, os campos de cevada, de batata doce, as laranjeiras em flor... Hoje já nem o chiqueiro existe, só a velha mota do avô, a Famel, meia bicicleta, meia mota...
Nos campos, nas árvores já nem os pássaros moram... na cama onde dormia, só sobram ferros velhos e apodrecidos... Dentro de casa só arcas com trapos velhos...
Cada vez que cá volto só vejo mais morte... A morte de quem lá viveu, a morte de cada laranjeira à sede, a morte do meu passado...
É voltando aqui que tudo o que já fui se materializa... numa cerca que já não cerca nada, numa terra que já não se renova, numa casa que já não é limpa, num entra e sai nos dias da cozedura do pão que já não acontecem, no cheiro a febras nos dias de matança do porco, nas férias de verão com os primos toda suja de terra, de joelhos esfolados, a fazer piqueniques e cabanas debaixo das figueiras... dói cada vez mais cá voltar...
Friday, October 19, 2007
Lisboa rua a rua
O que mais gosto nesta cidade é o facto de muito ainda existir nela para eu descobrir... É ver-me percorrer a avenida da Liberdade e encontrar numa paralela algo que me chama a atenção, e depois outra e outra e outra até chegar a um sítio conhecido... "será que aquilo são as amoreiras??? E o chiado é para a direita ou para a esquerda?". E claro que tudo se torna melhor quando a companhia também tem o gosto pela exploração e curiosidade pelo que pode estar na próxima esquina... É nestes dias que me sinto uma verdadeira turista... e já agora sabiam que há estátuas bem interessantes em Lisboa? o pormenor é que quando vou ao estrangeiro tiro estátuas com todas e aqui nem sabia que elas ali estavam...
Wednesday, October 17, 2007
Quando o prato é demasiado grande...
O problema é que me acostumei a bife do lombo e agora comer fast food pode enganar o estômago por uns momentos mas não me enche as medidas.
ps- nunca imaginei comparar relações a comida
Tuesday, October 16, 2007
O meu quarto
Uma vez escrevi... "sou como os postais que tenho na parede".
A verdade é que agora mudei de casa, e só passei a sentir estar no meu canto no momento em que agarrei no bostick (acho que é assim que se escreve) e colei na parede os postais das cidades onde já estive (ou amigos meus estiveram)...
Descobri que o meu minimalismo se resume a postais e livros, sem eles nada sou...
Ps- é verdade agora moro em odivelas e tenho um quarto só para mim com varanda...depois convido-vos para um lanche :)
A verdade é que agora mudei de casa, e só passei a sentir estar no meu canto no momento em que agarrei no bostick (acho que é assim que se escreve) e colei na parede os postais das cidades onde já estive (ou amigos meus estiveram)...
Descobri que o meu minimalismo se resume a postais e livros, sem eles nada sou...
Ps- é verdade agora moro em odivelas e tenho um quarto só para mim com varanda...depois convido-vos para um lanche :)
Ps2 - Fogo já visitei 23 cidades das quais trouxe postais (faltam 4 das quais não trouxe recuerdo);

O M.
A pessoa não tem tido lá muito tempo para nada é verdade, mas a verdade é que vai ter que haver tempo para contar o meu encontro com o meu antigo colega da primária e do Liceu, o M! Aquele colega com quem passaram anos na escola mas pouco trocaram de palavras e que pouco sabem dele para além do nome? pois bem é o M.... e eu que achava que ele era um bom samaritano, algo perturbado por ter tido uma paralesia enquanto criança que tinha resultado num atrofiamento da perna e do braço direito acho... a verdade é que isso nunca me fez impressão, nem nunca pensei nele como portador de algum tipo de limitação, até o ter "conhecido" no sábado passado... Sim, era sábado à noite e estava a tomar café com as minhas amigas de escola no "Ponto de encontro" (o nome do café/bar). É o sítio mais decente para se sair naquele mísera cidade e claro era o sítio onde nós estávamos, tal como toda a gente!
Sou uma pessoa que adora "morder o ambiente" e assim sendo aquela esplanada em frente ao castelo era o local ideal para rever amigos, e relembrar conhecidos e até velhos desconhecidos.
Já tínhamos notado o ar de abandonado e de melancólico do nosso caro M à porta do bar... o corpo movia-se ao sabor da batida das colunas e da Carlsberg... Já tinha menciondo o facto mas a Liliana R. havia-se recusado a estar com ele na mesma mesa, e eu só repetia "que más", "ele não é assim tão mau!"...
A Maria e a dita Liliana resolveram abandonar o bar e lá fiquei eu e a Liliana C. a observar as gentes da terra... e lá está o assunto voltou a ser o M.... Enchemo-nos de coragem e convidamo-lo a sentar-se....
A conversa começou na escola, afinal parece que ao fim de 7 anos decidiu abandonar o Técnico (até aqui estava a perceber, a intensidade dos cursos e como aquela escola suga energias e tal...), ao passo que diz que o trocou pela Lusófona já que no Técnico está só a nata... Muito preocupadas logo lhe perguntámos como estava em termos de equivalências ao que ele respondeu para termos calma... Até aqui tudo normal achava eu...
Do nada o M. começou a falar alto e a dar murros na mesa a dizer que não havia nenhum trabalho que desse dinheiro e que não estivesse lotado... E gritava e dava murros na mesa "diz-me um que não esteja cheio", dizia ele, ao que nós respondíamos que não podia pensar assim, que podia na mesma ter uma empresa como tantas outras mas diferenciar-se numa das vertentes ( e aqui falava o marketing...). E ele só continuava a gritar "diz uma, diz uma"...!!!!
A conversa mudou de assunto e passou por temas tais como as mulheres, que ele afirma serem muitas (não acreditámos) e ele perguntou se queríamos ver o seu caixote do lixo!!!!
o M. gritou tambem que um bom Engenheiro Civil é aquele que constrói pontes, barragens e estradas, que um Engenheiro é responsável porque tem o nome na Ordem!!!! Mas não é isso que ele quer, mas já registou o nome dele na Auditoria (???? sim não faz sentido)!!! Que os nossos chefes são responsáveis, que não é possível fugir aos impostos e que ninguém o faz porque vivemos todos numa sociedade, sim porque ele é democrata! Tentei dizer-lhe que não é assim, que uma pessoa responsável é mais do que estar inscrito numa Ordem, que é possível fugir aos impostos, e que há quem o faça, apesar de não saber como... aliás que depende do tipo de trabalho que se tem...
Disse que queria ter uma casa pois aquela onde ele vive, que foi comprada pelos pais para ele morar em pleno Parque das Nações não era verdadeiramente dele, já que quando a mãe morrer o pai arranja outra esposa que ficará com a casa... dizer-lhe que não podia estar a pensar assim só me valeu mais um murro na mesa e um "tenho que pensar em tudo"!!!.Ele agora curte um novo DJ que poe música que frita miolos, é uma música cocaínada, mas ele não se mete nisso...Arrepiei-me com aquela pessoa que surgiu do nada à minha frente, alguém amargurado, que tem um punhado de frases feitas que se situam num limiar entre o pessimismo e o idealismo de alguém que viu a luz. O que interessa é parecer que refuta a opinião, mesmo que não faça qualquer lógica. Pareceu-me mesmo desequilibrado devo dizer... digamos que alguém que se aproveita de frases que não as suas é um sociopata... tive medo confesso!!!! muito medo...felizmente o nosso cerebro encarrega-se de "se esquecer" algumas partes, e isso incluiu grande parte da conversa e dos murros na mesa!!!!E já agora um recado para os meus amigos do Técnico...nunca mais digo que estão estranhos!!!! Mas confirma-se, o Técnico "frita" as pessoas!!!
Sou uma pessoa que adora "morder o ambiente" e assim sendo aquela esplanada em frente ao castelo era o local ideal para rever amigos, e relembrar conhecidos e até velhos desconhecidos.
Já tínhamos notado o ar de abandonado e de melancólico do nosso caro M à porta do bar... o corpo movia-se ao sabor da batida das colunas e da Carlsberg... Já tinha menciondo o facto mas a Liliana R. havia-se recusado a estar com ele na mesma mesa, e eu só repetia "que más", "ele não é assim tão mau!"...
A Maria e a dita Liliana resolveram abandonar o bar e lá fiquei eu e a Liliana C. a observar as gentes da terra... e lá está o assunto voltou a ser o M.... Enchemo-nos de coragem e convidamo-lo a sentar-se....
A conversa começou na escola, afinal parece que ao fim de 7 anos decidiu abandonar o Técnico (até aqui estava a perceber, a intensidade dos cursos e como aquela escola suga energias e tal...), ao passo que diz que o trocou pela Lusófona já que no Técnico está só a nata... Muito preocupadas logo lhe perguntámos como estava em termos de equivalências ao que ele respondeu para termos calma... Até aqui tudo normal achava eu...
Do nada o M. começou a falar alto e a dar murros na mesa a dizer que não havia nenhum trabalho que desse dinheiro e que não estivesse lotado... E gritava e dava murros na mesa "diz-me um que não esteja cheio", dizia ele, ao que nós respondíamos que não podia pensar assim, que podia na mesma ter uma empresa como tantas outras mas diferenciar-se numa das vertentes ( e aqui falava o marketing...). E ele só continuava a gritar "diz uma, diz uma"...!!!!
A conversa mudou de assunto e passou por temas tais como as mulheres, que ele afirma serem muitas (não acreditámos) e ele perguntou se queríamos ver o seu caixote do lixo!!!!
o M. gritou tambem que um bom Engenheiro Civil é aquele que constrói pontes, barragens e estradas, que um Engenheiro é responsável porque tem o nome na Ordem!!!! Mas não é isso que ele quer, mas já registou o nome dele na Auditoria (???? sim não faz sentido)!!! Que os nossos chefes são responsáveis, que não é possível fugir aos impostos e que ninguém o faz porque vivemos todos numa sociedade, sim porque ele é democrata! Tentei dizer-lhe que não é assim, que uma pessoa responsável é mais do que estar inscrito numa Ordem, que é possível fugir aos impostos, e que há quem o faça, apesar de não saber como... aliás que depende do tipo de trabalho que se tem...
Disse que queria ter uma casa pois aquela onde ele vive, que foi comprada pelos pais para ele morar em pleno Parque das Nações não era verdadeiramente dele, já que quando a mãe morrer o pai arranja outra esposa que ficará com a casa... dizer-lhe que não podia estar a pensar assim só me valeu mais um murro na mesa e um "tenho que pensar em tudo"!!!.Ele agora curte um novo DJ que poe música que frita miolos, é uma música cocaínada, mas ele não se mete nisso...Arrepiei-me com aquela pessoa que surgiu do nada à minha frente, alguém amargurado, que tem um punhado de frases feitas que se situam num limiar entre o pessimismo e o idealismo de alguém que viu a luz. O que interessa é parecer que refuta a opinião, mesmo que não faça qualquer lógica. Pareceu-me mesmo desequilibrado devo dizer... digamos que alguém que se aproveita de frases que não as suas é um sociopata... tive medo confesso!!!! muito medo...felizmente o nosso cerebro encarrega-se de "se esquecer" algumas partes, e isso incluiu grande parte da conversa e dos murros na mesa!!!!E já agora um recado para os meus amigos do Técnico...nunca mais digo que estão estranhos!!!! Mas confirma-se, o Técnico "frita" as pessoas!!!
Wednesday, October 10, 2007

Estava a ler o blog do Pedro Ribeiro e lembrei-me de um filme...um filme que me marcou muito, e que ainda espelha a forma como gostaria de estar na vida...em cima da cadeira a tentar ver de outra perspectiva...queria ter tido professores assim...
aliás tive um de EVT, o mais novo professor que já tive, mas não foi por isso que não o respeitámos, aliás era por isso que o admirávamos, pela forma como nos queria fazer olhar para lá do horizonte!
Levou-nos simplesmente para a rua ver pormenores de edifícios, levando-nos de cabeças esticadas a procurar o que nunca tínhamos visto antes, mesmo passando lá todos os dias... Não sei porquê mas ainda hoje sou obececada pelo facto de somente em determinados dias conseguir reparar num pormenor que sempre me escapou, apesar de passar no mesmo sítio todas as manhãs!!!!
Tenho saudades de alguns professores que tive, e às vezes pergunto-me se se lembrarão de mim... se terei sido marcante da forma como eles foram...
Já agora alguém se lembra deste filme?
aliás tive um de EVT, o mais novo professor que já tive, mas não foi por isso que não o respeitámos, aliás era por isso que o admirávamos, pela forma como nos queria fazer olhar para lá do horizonte!
Levou-nos simplesmente para a rua ver pormenores de edifícios, levando-nos de cabeças esticadas a procurar o que nunca tínhamos visto antes, mesmo passando lá todos os dias... Não sei porquê mas ainda hoje sou obececada pelo facto de somente em determinados dias conseguir reparar num pormenor que sempre me escapou, apesar de passar no mesmo sítio todas as manhãs!!!!
Tenho saudades de alguns professores que tive, e às vezes pergunto-me se se lembrarão de mim... se terei sido marcante da forma como eles foram...
Já agora alguém se lembra deste filme?
Saturday, September 29, 2007

Está sempre comigo nesta altura do mês... Mais de noite que de dia, embora surja muitas vezes à janela envidraçada do meu 7º piso.
É nas alturas que quero estar sozinha, que me acompanha sentando-se ao meu lado no cinema, a ocupar um lugar num filme que não quer ver...
Vem contar os meu suspiros, ver os desenhos que fazem os meus pensamentos ilustrados com um leve encolher de ombros por respirar fundo...
É sempre na lua cheia que aparece de mansinho tipo sombra...
É sempre na mesma altura que janto com a melancolia.
Este mês não chegou mais cedo, nem mais tarde, chegou à hora do costume.
Sunday, September 23, 2007
Por falar em infância....
"O jogo em que ganha quem mais bolas papa"
Incrível como ainda balanço ao ouvir isto...puros 80's
Respostas a Budah
No meu tempo, é verdade, bebia leite com chocolate da escola com bonecos feitos por outros miúdos, como não gostava muito divertia-me mais a rebentá-los com os pés...
No meu tempo a escola não tinha baloiços, tinha uns ferros ferrugentos onde imaginávamos que estavam baloiços...
No meu tempo usavam-se botas de borracha com dois olhinhos...
No meu tempo as tardes eram passadas a ver o alf, o lucky luke, e coleccionávamos os pega-monstros das batatas fritas...
No meu tempo as roupas não condiziam e os ténis não tinham que ser de marca, já que eram pra esfolar e sujar à vontade...
No meu tempo haviam combates de pião aqui na rua, sessões de berlinde, jogo do stop, da mosca, e até o bairro inteiro a esconder-se, só valia em duas ruas...
No meu tempo fazíamos colagens com caixas de iogurte quadradas da Vigor...
No meu tempo os miúdos não eram hiperactivos, eram enérgicos, não eram obesos, tinham apetite...
Na escola fazíamos colecção dos bonecos do Tou no Bollicao, íamos à praça com os pais sábado de manhã e aos domingos à tarde íamos para o jardim andar de bicicleta!
No meu tempo as ruas tinham jardins, não existia telemóvel e quando queríamos ir brincar batíamos à porta dos vizinhos e dizíamos "o Rui pode vir brincar?"...
No meu tempo quando queríamos gravar músicas precisávamos de perícia com o Rec e o Play e sorte para não dizerem as horas a meio...
No meu tempo sonhava em ser grande e poder participar nos Jogos Sem Fronteiras e vía-me na faculdade a participar nos Doutores e Engenheiros...
No meu tempo a escola tinha um jornal que saía todos os meses e onde só os que tinham a letra mais bonita escreviam...eu não era um deles...
No meu tempo queria abraçar o monstro das bolachas, via episódios repetidos da Ana dos Cabelos Ruivos e não tinha DVD...
No meu tempo sempre que se quisesse saber de um assunto era ver-nos dentro da biblioteca entre prateleiras...
No meu tempo a àrea escola era sempre sobre os mesmos assuntos, o Vasco da Gama...
No meu tempo não íamos aos hipermercados, íamos à mercearia...
Sonhava em ter todo o Lego do Mundo!!!!
No meu tempo íamos para a praia no início do verão fazer as aulas de Educação Física... Chovia dentro do Pavilhão, não tínhamos persianas e íamos a pé para a escola!
No meu tempo líamos a SuperJovem e fazíamos colecção dos posters de Jogadores de Futebol, não íamos ás discotecas aos 13....
No meu tempo quando fazíamos anos os nossos amigos vinham comer a nossa casa, não aos restaurantes e havia sempre Panrico, Frango Assado, Gomas, Batatas Fritas, Sumol (em garrafa de vidro), Coca-Cola, rebuçados Floco de Neve...
No meu tempo era apaixonada pelo MacGuyver, pelo Justiceiro e via todos os episódios do ScoobyDoo...
No meu tempo não havia cadeiras de bebé com 4 rodas, protecção de pescoço, ergonómicas e sei lá que mais, os berços eram de ferro e só tínhamos viagem de finalistas no 9º ano....
No meu tempo fazíamos espectáculos para os pais com teatro, música, dança....
No meu tempo...fogo...já foi há tanto tempo....Era feliz...
Thursday, September 20, 2007
Recordo aqueles dias de início de escola... numa daquelas escolas primárias que foram construídas na altura da ditadura...
Sente-se o começo do outono, olha-se de lado para o abandono dos vestidos com mangas em balão, a meia de renda e as hora infindáveis a jogar na rua com o Bairro inteiro, quando não era o paraíso da droga.
As primeiras gotas de chuva que deixavam o pátio com um cheiro intenso a terra molhada. As minhas sandes com queijo ou fiambre, uma banana e um Caprisone..ou quem sabe um yogurte da Yop!
É o tempo de reecontrar os colegas e mostrar as malas novas, as lancheiras novas, os lápis novos, as canetas que tinham cheiro... Adorava a ida à papelaria Coelho e os cheiros a cadernos novos, a livros por abrir... chegava a casa e abria-os com cuidado para absorver o momento de estreia de cada um... que vontade de os ler de uma ponta a outra e de fazer os exercícios todos... É tempo de regressar ao ATL e às aulas de costura, de colagens, de jogos (adorava o supermercado mas principalmente a carpintaria e o cheiro a cola de madeira, a serradura...).
Lembro-me daqueles sapatos de verniz que me ofereceste...eram pretos com um laço na frente... eram brilhantes, sem um risco... compraste-os na feira porque tos pedi... porque sempre quis ter uns... Lembro-me de andar na rua e estar sempre a olhar para os pés, de estar sempre a tentar mostra-los a alguém e receber um "que sapatos tão bonitos!" ao que eu respondia sem os dentes da frente "sim, foi o Vô que mos deu!"
Sente-se o começo do outono, olha-se de lado para o abandono dos vestidos com mangas em balão, a meia de renda e as hora infindáveis a jogar na rua com o Bairro inteiro, quando não era o paraíso da droga.
As primeiras gotas de chuva que deixavam o pátio com um cheiro intenso a terra molhada. As minhas sandes com queijo ou fiambre, uma banana e um Caprisone..ou quem sabe um yogurte da Yop!
É o tempo de reecontrar os colegas e mostrar as malas novas, as lancheiras novas, os lápis novos, as canetas que tinham cheiro... Adorava a ida à papelaria Coelho e os cheiros a cadernos novos, a livros por abrir... chegava a casa e abria-os com cuidado para absorver o momento de estreia de cada um... que vontade de os ler de uma ponta a outra e de fazer os exercícios todos... É tempo de regressar ao ATL e às aulas de costura, de colagens, de jogos (adorava o supermercado mas principalmente a carpintaria e o cheiro a cola de madeira, a serradura...).
Lembro-me daqueles sapatos de verniz que me ofereceste...eram pretos com um laço na frente... eram brilhantes, sem um risco... compraste-os na feira porque tos pedi... porque sempre quis ter uns... Lembro-me de andar na rua e estar sempre a olhar para os pés, de estar sempre a tentar mostra-los a alguém e receber um "que sapatos tão bonitos!" ao que eu respondia sem os dentes da frente "sim, foi o Vô que mos deu!"
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