... É um blog sem título, umas vezes escrito com mais ou menos vontade, mais ou menos felicidade, mais ou menos atropelos ou correrias!se é para sentir? se é para alguém ler? como diria o meu mestre Pessoa "sentir sinta quem lê", assim vos digo ler, leia quem lê....
Thursday, December 27, 2007
Tuesday, December 18, 2007
25
15 de Dezembro, meu aniversário:
Voltou-se à escola primária, às fotografias sem dentes, às festas da escola. A despedida no Salão da Música, t-shirts com um coração para cantarmos a Cinderella do Carlos Paião. Os anúncios na Tv pela época de Natal e as prendas que nuca tivemos.. Sempre quis a máquina de escrever e o traga bolas, mas nada...
As botas de borracha, as férias na casa perto da praia com o ATL. A Tv a preto e branco, sem comando que se sintomizava com um pauzinho.
As tardes na rua a brincar sozinha até alguém aparecer. Os santos populares no mastro do bairro... Como nos entretíamos e estabelecíamos os nossos limites (basicamente uma rua), para cima e para baixo, vezes sem conta a andar de bicicleta. A bolachinha americana que vendiam junto à rede da escola. As picardias entre turmas...os professores... as histórias dos colegas que mudaram, que já não vemos há anos, que têm filhos e são casados...
Relembrou-se tanta coisa...demo-nos conta de casamentos que se avizinham, ajuntamentos e outros sentiram ainda mais a solidão...
Estranho olhar para trás e perceber o que se fez nestes 25 anos...parece-nos tão pouco, aliás tão nada que nem dá para acreditar ou sentir na pele... Eu não sinto pelo menos, e até tenho dificuldades em aceitar os números do meu Bilhete de Identidade...talvez por querer desesperadamente acreditar que sou jovem, talvez por me sentir assim...
Acho que não vale a pena rendermo-nos sempre ao cansaço do corpo e às maleitas da alma, e obrigarmo-nos a sair é a solução para arejar ideias e não deixar encarquilhar o espírito...Já não saio há tanto tempo que já me sinto a cheirar a mofo...Há que tirar o pó, nem que seja sozinha...já lá vai o tempo em que eram precisos dois para dançar....
Saturday, December 15, 2007
Wednesday, December 12, 2007
Saturday, December 08, 2007
Friday, December 07, 2007
E o vasilhame da semana... parece que sou eu!!!!
Wednesday, December 05, 2007
Wednesday, November 21, 2007
De conversas com o Becas
Tuesday, November 20, 2007
...
Sunday, November 18, 2007
Sobreiros, mentiras e uma batida ao javali
Saturday, November 17, 2007
Protesto
Sunday, November 11, 2007
S. Martinho
Friday, November 09, 2007
Momentos de embaraço
Friday, November 02, 2007
Fados

Tuesday, October 23, 2007
Saturday, October 20, 2007
Voltar...
Os insectos tomam partido do espaço livre e fazem casa naquilo onde já fui alguém... Onde costumava ir às ervas para os coelhos só existem agora as ervas... Já não existe o chiqueiro para os porcos, os campos de cevada, de batata doce, as laranjeiras em flor... Hoje já nem o chiqueiro existe, só a velha mota do avô, a Famel, meia bicicleta, meia mota...
Nos campos, nas árvores já nem os pássaros moram... na cama onde dormia, só sobram ferros velhos e apodrecidos... Dentro de casa só arcas com trapos velhos...
Cada vez que cá volto só vejo mais morte... A morte de quem lá viveu, a morte de cada laranjeira à sede, a morte do meu passado...
É voltando aqui que tudo o que já fui se materializa... numa cerca que já não cerca nada, numa terra que já não se renova, numa casa que já não é limpa, num entra e sai nos dias da cozedura do pão que já não acontecem, no cheiro a febras nos dias de matança do porco, nas férias de verão com os primos toda suja de terra, de joelhos esfolados, a fazer piqueniques e cabanas debaixo das figueiras... dói cada vez mais cá voltar...
Friday, October 19, 2007
Lisboa rua a rua
Wednesday, October 17, 2007
Quando o prato é demasiado grande...
Tuesday, October 16, 2007
O meu quarto
A verdade é que agora mudei de casa, e só passei a sentir estar no meu canto no momento em que agarrei no bostick (acho que é assim que se escreve) e colei na parede os postais das cidades onde já estive (ou amigos meus estiveram)...
Descobri que o meu minimalismo se resume a postais e livros, sem eles nada sou...
Ps- é verdade agora moro em odivelas e tenho um quarto só para mim com varanda...depois convido-vos para um lanche :)


O M.
Sou uma pessoa que adora "morder o ambiente" e assim sendo aquela esplanada em frente ao castelo era o local ideal para rever amigos, e relembrar conhecidos e até velhos desconhecidos.
Já tínhamos notado o ar de abandonado e de melancólico do nosso caro M à porta do bar... o corpo movia-se ao sabor da batida das colunas e da Carlsberg... Já tinha menciondo o facto mas a Liliana R. havia-se recusado a estar com ele na mesma mesa, e eu só repetia "que más", "ele não é assim tão mau!"...
A Maria e a dita Liliana resolveram abandonar o bar e lá fiquei eu e a Liliana C. a observar as gentes da terra... e lá está o assunto voltou a ser o M.... Enchemo-nos de coragem e convidamo-lo a sentar-se....
A conversa começou na escola, afinal parece que ao fim de 7 anos decidiu abandonar o Técnico (até aqui estava a perceber, a intensidade dos cursos e como aquela escola suga energias e tal...), ao passo que diz que o trocou pela Lusófona já que no Técnico está só a nata... Muito preocupadas logo lhe perguntámos como estava em termos de equivalências ao que ele respondeu para termos calma... Até aqui tudo normal achava eu...
Do nada o M. começou a falar alto e a dar murros na mesa a dizer que não havia nenhum trabalho que desse dinheiro e que não estivesse lotado... E gritava e dava murros na mesa "diz-me um que não esteja cheio", dizia ele, ao que nós respondíamos que não podia pensar assim, que podia na mesma ter uma empresa como tantas outras mas diferenciar-se numa das vertentes ( e aqui falava o marketing...). E ele só continuava a gritar "diz uma, diz uma"...!!!!
A conversa mudou de assunto e passou por temas tais como as mulheres, que ele afirma serem muitas (não acreditámos) e ele perguntou se queríamos ver o seu caixote do lixo!!!!
o M. gritou tambem que um bom Engenheiro Civil é aquele que constrói pontes, barragens e estradas, que um Engenheiro é responsável porque tem o nome na Ordem!!!! Mas não é isso que ele quer, mas já registou o nome dele na Auditoria (???? sim não faz sentido)!!! Que os nossos chefes são responsáveis, que não é possível fugir aos impostos e que ninguém o faz porque vivemos todos numa sociedade, sim porque ele é democrata! Tentei dizer-lhe que não é assim, que uma pessoa responsável é mais do que estar inscrito numa Ordem, que é possível fugir aos impostos, e que há quem o faça, apesar de não saber como... aliás que depende do tipo de trabalho que se tem...
Disse que queria ter uma casa pois aquela onde ele vive, que foi comprada pelos pais para ele morar em pleno Parque das Nações não era verdadeiramente dele, já que quando a mãe morrer o pai arranja outra esposa que ficará com a casa... dizer-lhe que não podia estar a pensar assim só me valeu mais um murro na mesa e um "tenho que pensar em tudo"!!!.Ele agora curte um novo DJ que poe música que frita miolos, é uma música cocaínada, mas ele não se mete nisso...Arrepiei-me com aquela pessoa que surgiu do nada à minha frente, alguém amargurado, que tem um punhado de frases feitas que se situam num limiar entre o pessimismo e o idealismo de alguém que viu a luz. O que interessa é parecer que refuta a opinião, mesmo que não faça qualquer lógica. Pareceu-me mesmo desequilibrado devo dizer... digamos que alguém que se aproveita de frases que não as suas é um sociopata... tive medo confesso!!!! muito medo...felizmente o nosso cerebro encarrega-se de "se esquecer" algumas partes, e isso incluiu grande parte da conversa e dos murros na mesa!!!!E já agora um recado para os meus amigos do Técnico...nunca mais digo que estão estranhos!!!! Mas confirma-se, o Técnico "frita" as pessoas!!!
Wednesday, October 10, 2007

aliás tive um de EVT, o mais novo professor que já tive, mas não foi por isso que não o respeitámos, aliás era por isso que o admirávamos, pela forma como nos queria fazer olhar para lá do horizonte!
Levou-nos simplesmente para a rua ver pormenores de edifícios, levando-nos de cabeças esticadas a procurar o que nunca tínhamos visto antes, mesmo passando lá todos os dias... Não sei porquê mas ainda hoje sou obececada pelo facto de somente em determinados dias conseguir reparar num pormenor que sempre me escapou, apesar de passar no mesmo sítio todas as manhãs!!!!
Tenho saudades de alguns professores que tive, e às vezes pergunto-me se se lembrarão de mim... se terei sido marcante da forma como eles foram...
Já agora alguém se lembra deste filme?
Saturday, September 29, 2007

Sunday, September 23, 2007
Por falar em infância....
Incrível como ainda balanço ao ouvir isto...puros 80's
Respostas a Budah
Thursday, September 20, 2007
Sente-se o começo do outono, olha-se de lado para o abandono dos vestidos com mangas em balão, a meia de renda e as hora infindáveis a jogar na rua com o Bairro inteiro, quando não era o paraíso da droga.
As primeiras gotas de chuva que deixavam o pátio com um cheiro intenso a terra molhada. As minhas sandes com queijo ou fiambre, uma banana e um Caprisone..ou quem sabe um yogurte da Yop!
É o tempo de reecontrar os colegas e mostrar as malas novas, as lancheiras novas, os lápis novos, as canetas que tinham cheiro... Adorava a ida à papelaria Coelho e os cheiros a cadernos novos, a livros por abrir... chegava a casa e abria-os com cuidado para absorver o momento de estreia de cada um... que vontade de os ler de uma ponta a outra e de fazer os exercícios todos... É tempo de regressar ao ATL e às aulas de costura, de colagens, de jogos (adorava o supermercado mas principalmente a carpintaria e o cheiro a cola de madeira, a serradura...).
Lembro-me daqueles sapatos de verniz que me ofereceste...eram pretos com um laço na frente... eram brilhantes, sem um risco... compraste-os na feira porque tos pedi... porque sempre quis ter uns... Lembro-me de andar na rua e estar sempre a olhar para os pés, de estar sempre a tentar mostra-los a alguém e receber um "que sapatos tão bonitos!" ao que eu respondia sem os dentes da frente "sim, foi o Vô que mos deu!"
Tuesday, September 18, 2007
How much am i worth? será que é uma boa questão?
Sunday, September 16, 2007
Arrepios
Saturday, September 15, 2007
Cortes na pele
Sonhamos que vão ser perfeitos, ou já não acreditamos, ou até caem-nos dos céus aos trambolhões mesmo depois de termos jurado a nós mesmos que já não queríamos mais…
O problema, é que cada relacionamento é uma nova ferida que se abre.
Conhecemos alguém e isso significa mais um golpe no braço (na perna, nos rins…), que fica ali a escorrer a céu aberto como se fosse um esgoto…gota a gota ou de enxurrada! Quando o sonho acaba, os planos falham e o sufocamento aparece…
Há que fechar a ferida!
Podemos primeiramente ignorá-la, não acreditar que chegou a hora do remendo, querer arrancá-la com uma faca em brasa! Querer fazer um rasgo ainda maior! Querer enfiar as unhas sujas pelas goelas do outro que nos deixou ali a sangrar e arrancar-lhe as entranhas para saber como nos sentimos…
Depois ficamos ali de olhos esbugalhados e vidrados a olhar para aquele pedaço de sangue e pus que escorre do que somos. Sentimos o pulsar da raiva! Da raiva de nós mesmos (que tínhamos prometido esperar, que não queríamos mais, que nos iludimos, que nos adiámos!!!), do outro, de tudo…
Há quem expluda esta raiva toda no resto do mundo, há quem a coma às refeições, há quem a tome em comprimidos de 2 em 2 horas até a febre baixar…
Quando o remendo é finalmente cozido com linha, atado com cordas da roupa, fechado com agrafes, fita-cola, preso com molas, com cola Pica Pau (depois de já ter sido aberta algumas vezes, mal curada de outras), deixa sempre mazelas, cicatrizes, reumático, artroses, pontadas…
Por mais tempo que passe, o corte permanece…
O pior disto tudo é que cada nova relação tem um peso acrescido, o peso da relação anterior…
Nunca mais se recomeça tudo de novo…
Para além da primeira vez nunca mais nada é ingénuo, puro, naif, simples… Cada gesto é carregado de prefixos das cicatrizes do antigamente e subtraído ao sentimento pelo outro…
Somos todos uma manta de retalhos!.. Caminhamos mais pesados a cada novo corte…
Somos um poço de cicatrizes…
Somos um EU mais pequenino a cada novo TU que desaparece…
Que o próximo TU traga um novo objecto cortante (pois não se aceitam repetições), uma bebida e se acostume ao espectro dos outros como companhia…
Friday, September 07, 2007
Kopenhavn, Dresden, Praha, Nuremberg, München, Füssen, Salzburg, Wien, Budapest, Krakow, Oswiecim, Warshaw, Potsdam, Berlin
"faço-me à estrada, não penso em mais nada o que será de mim?
deixo tudo para trás e vou para longe...
para longe...
se lá vou ficar o destino irá dizer, não há tempo a perder e vou para longe, para longe, para longe...
ao fim de alguns anos começo a perceber
vou voltar sem demora, vou voltar...
parto sem saber, sem saber se sou capaz e vou para longe, para longe
se lá vou ficar o destino irá dizer. não há tempo a perder e vou para longe, para longe
para longe, para longe, para longe"
Interfotos....intersuspiros, intermemórias...
Thursday, August 30, 2007
Interrail the end
Tuesday, August 21, 2007
a continuacao da saga...
Wednesday, August 08, 2007
Interrail
Friday, July 27, 2007
MY VOYAGE
Monday, July 23, 2007
Sunday, July 22, 2007
Footsbarn Theatre
